CRÍTICA/ BRIDGET JONES NO LIMITE DA RAZÃO

Sabotadora de si mesma

O que fazer quando a história já começa com o final feliz? A opção de Bridget Jones no Limite da Razão é fazer a protagonista sabotar a si mesma. Mais complicada que no livro e filme originais, Bridget (Renée Zellweger) é a heroína, mas também a principal vilã do filme, que até tenta, mas não consegue repetir plenamente o êxito do original.

A ansiedade e a insegurança da própria personagem a fazem inventar a maioria dos problemas por que passa no filme. É um roteiro mais frágil do que o original e a direção também não ajuda muito: a substituição de Sharon Maguire, que percebeu bem o tom do livro, pela mão pesada de Beeban Kidron faz o filme abusar da comédia pastelão bem mais do que o necessário. Ao mesmo tempo, tenta tornar leve demais o que não deveria, como o período em que Bridget fica presa.

A trilha sonora, por sua vez, chega ao ponto de usar três canções em seqüência na mesma cena! Mas Renée, Colin Firth e Hugh Grant - como o personagem certamente mais canalha do ano - repetem seus papéis com esmero e garantem o divertimento, mesmo quando reencenam situações já vistas em O Diário de Bridget Jones (2001).

Entre momentos forçados e outros verdadeiramente engraçados, Bridget Jones no Limite da Razão cumpre sua missão, mas deixa no ar a idéia de que poderia ter rendido bem mais - e se tornar um grande filme, como o primeiro. (Renato Félix)

Bridget Jones no Limite da Razão (Bridget Jones - The Edge of the Reason, Inglaterra/ França/ Alemanha/ Irlanda/ Estados Unidos, 2004). Direção: Beeban Kidron. Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant. 1h48.  ***

Renée Zellweger e Hugh Grant

* Publicado no Jornal da Paraíba, em 3 de dezembro de 2004

CADÊ O CINEMA?
Para um blog que se chama "Minha Vida de Cinéfilo", isto aqui está bem pouco cinematográfico, né? Pois aguardem e confiem.
TESE

- Se um cara é bonito e cara-de-pau, a tendência é conquistar mulheres tão facilmente que ele passa a não respeitá-las.

- Se é bonito e tímido, ainda conquista porque desperta o famoso "instinto maternal" delas.

- Se feio e cara-de-pau, convence pela lábia ou pela insistência.

- Se é feio e tímido, bom, aí o negócio complica.

Agora,  adivinha onde eu me encaixo.

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