MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (IV)

O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Best Friend's Wedding, 1997). Direção de P.J. Hogan. Roteiro de Ronald Bass.

Depois se dar conta que ama o amigo que está prestes a se casar, de tentar por alguns dias e de todas as formas atrapalhar o casamento, e acabar unindo de novo o casal no dia da cerimônia, Julianne Potter (Julia Roberts) e seu amigo Michael O'Neil (Dermot Mulroney) conversam, enquanto caminham no jardim. Ele acaba de agradecê-la por estar lá e ter salvado o dia.

JULIANNE - Tem um minuto?

MICHAEL - O que foi?

JULIANNE - Prefiro dizer rápido ou vou ter um infarto fulminante e você nunca vai ficar sabendo o que era. É a coisa mais idiota que já fiz. Tão idiota que não posso... Mas eu vou.

MICHAEL - O que foi?

JULIANNE - Michael... Eu te amo. Te amei por nove anos, só fui muito arrogante e medrosa para perceber. Agora só estou com medo. Sei que a hora é inoportuna, mas preciso te pedir um favor gigantesco: me escolhe. Casa comigo. Deixa que eu te faça feliz. (ri) Parecem três favores, não é?

Ela toma coragem e o beija.

SUPERCALIFRAGILISTICEXPIALIDOCIOUS!

A mocinha, montada em um cavlinho de carrossel, chega em primeiro numa prova de turfe, vencendo vários desenhos animados. Ao receber o prêmio, perguntam como ele se sente. "Imagino que não há palavras", diz alguém. "Oh, há, sim", ela responde. E começa a cantar:

Supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!

Um diddle diddle diddle um diddle ay
Um diddle diddle diddle um diddle ay

Because I was afraid to speak
When I was just a lad
My father gave me nose a tweak
And told me I was bad

But then one day I learned a word
That saved me aching nose
The biggest word I ever heard
And this is how it goes:

Oh, supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!

Um diddle diddle diddle um diddle ay
Um diddle diddle diddle um diddle ay

So when the cat has got your tongue
There's no need for dismay
Just summon up this word
And then you've got a lot to say

But better use it carefully
Or it may change your life
One night I said it to me girl
And now me girl's my wife!

She's supercalifragilisticexpialidocious!
Supercalifragilisticexpialidocious!
Supercalifragilisticexpialidocious!
Supercalifragilisticexpialidocious!

Dos muitos DVDs que comprei este mês (muito mais que a cota habitual, fim de ano é fogo), fiquei encantado por Mary Poppins (1964). Tinha me esquecido de como o filme é bom. Tecnicamente, é um esplendor - com uma mistura de desenhos animados e atores ao vivo que ficou insuperável até Roger Rabbit. As músicas são umas gracinhas - especialmente "A spoonful of sugar", "Feed to the birds", "Stay awake", "Chim-chim-chree" e, claro, "Supercalifragilisticexpialidocious". Julie Andrews, estreando no cinema, já põe o filme no bolso e acabou ganhando o Oscar. E a nova dublagem brasileira traz versões das músicas em português - e ficou bom!

Isabeli, minha sobrinha, adorou!

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (III)

Pacto de Justiça (Open Range, 2003). Direção de Kevin Costner. Roteiro de Craig Storper, do romance de Lauran Paine.

Depois de se despedir de Charley (Kevin Costner), Sue Barlow (Annette Bening) está cuidando do jardim ao lado de sua casa. Ela olha para trás e vê o cavalo dele na sua porta. Continua trabalhando, mas, de fato, Charley aparece, ainda mancando dos ferimentos do tiroteio. Ela continua trabalhando e de costas enquanto ele começa a falar.

CHARLEY - Eu a amo, Sue. Desde a primeira vez que pus meus olhos em você. Demorei um pouco para ver as coisas claramente. Sei que não sou o tipo de homem que esperava na sua porta. E, se eu fosse o seu irmão, não me escolheria para você.

Sue se levanta e tira o chapéu enquanto olha para ele.

SUE - Charley (limpa o suor e respira fundo), sabe quantos anos eu tenho?

CHARLEY - Não me importa a sua idade.

SUE - Não sou mais uma menina.

CHARLEY - Você é a mulher mais bonita que eu já vi.

SUE - Eu tive muitas decepções, Charley.

CHARLEY - Bem, eu não vou ser uma delas (vai até ela, mancando). Nunca pensei que iria viver até agora, Sue. Do modo que eu vivia, isso não me importava. Mas ir embora pensando que nunca mais iria vê-la foi a pior sensação que já tive na vida. Sei que posso ser um bom marido para você. E sei que não pedi do modo mais adequado, mas estou pedindo agora. (pausa) Quer se casar comigo, Sue?

SUE - (Pausa, antes de abrir um sorriso) Charley, sim, quero me casar com você.

CHARLEY - (dá mais dois passos, meio sem saber como agir) Posso beijar você?

Ela diz que sim acenando com a cabeça e eles se beijam.

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (II)

Pacto de Justiça (Open Range, 2003). Direção de Kevin Costner. Roteiro de Craig Storper, do romance de Lauran Paine.

Um grande tiroteiro acontece em uma pequena cidade do Oeste entre a gangue de um poderoso criador de gado do local, aliado a um xerife corrupto, e quatro homens que atravessaram a região com seu rebanho e foram roubados. Os homens saem vencedores, graças principalmente à perícia de Charley Waite (Kevin Costner), que em outros tempos foi um exímio pistoleiro e tentava esquecer seu passado sombrio. Ele fica levemente ferido e se isola no bar. Avisada, Sue Barlow, irmã e auxiliar do médico local que havia atendido o grupo, vai até lá, enquanto uma pequena multidão aguarda do lado de fora.

CHARLEY - Não queria que entrasse nesse lugar na frente de todo mundo.

SUE - Não me importo com que os outros pensam, Charley. Não precisa se preocupar.

CHARLEY - Mesmo assim, queria dizer que vou embora daqui a um ou dois dias.

SUE - (pausa) Gostaria que você ficasse. Acho que os outros também.

CHARLEY - Não posso dizer que não pensei nisso. Mas cada esquina aqui teria uma má lembrança de mim.

SUE - Já encobri meu amor muito tempo, Charley. Sei que sente algo por mim também.

CHARLEY - Eu sinto. Mas não sou diferente daqueles que vieram nos matar. Você mesma viu.

SUE - Talvez tenha feito coisas ruins, talvez pior que ruins, mas o que aconteceu hoje não foi uma delas.

CHARLEY - Toda essa matança não a assusta?

SUE - (pausa) Não tenho medo de você, Charley.

Ele devolve a ela uma medalha religiosa.

CHARLEY - Me trouxe sorte. Como você disse.

SUE - É seu agora. Fique com ele. (pausa) Não tenho as respostas, Charley, mas sei que as pessoas ficam confusas nesta vida em relação ao que querem e o que fizeram e o que acham que merecem por causa disso. O que elas acham que são ou o que fizeram as oprime tanto que não as deixa ver o que elas podem ser. (respira fundo) Tenho planos para nós, Charley. E não vou esperar para sempre. Mas vou esperar. E quando você estiver longe, quero que pense nisso e volte para mim.

E ela deixa o bar.

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS

Zelig (Zelig, 1983). Direção e roteiro de Woody Allen.

Leonard Zelig (Woody Allen) é um homem-camaleão: um distúrbio o faz ficar parecido com quem quer que esteja à sua volta - física e psicologicamente. Quem o trata é a doutora Eldora Fletcher (Mia Farrow), que se isola com ele numa casa de campo, esperando conseguir respostas através da hipnose.

ELDORA - Você será totalmente sincero. Está em transe profundo. Será não quem pensa que quero que seja, mas você mesmo. Agora, você gosta daqui?

ZELIG - É horrível... Odeio o campo... Odeio a grama e os mosquitos... E a comida... Sua comida é horrível... Suas panquecas... Eu as jogo no lixo quando você não está olhando... E as piadas que tenta contar, quando acha que é divertida, são longas e sem sentido... Não acabam nunca...

ELDORA - Entendo... O que mais?

ZELIG - Quero dormir com você...

ELDORA - Bem, isso... Isso me surpreende... Achei que não gostasse muito de mim...

ZELIG - Eu te amo...

ELDORA - Ama?

ZELIG - Você é muito meiga... porque não é tão esperta quanto acha que é... Você é toda enrolada... Você é nervosa e você é uma péssima cozinheira...  Aquelas panquecas... Eu te amo... Quero cuidar de você. Mas chega de panquecas...

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