1 a 0 no Madureira quarta-feira. E eu pensei: "Ufa, ganhamos!".

A que ponto chegamos, meu Deus...

ENCAIXANDO

Essa classificação aí debaixo teve repercussão lá no blog da Ione. E, como repercutir o assunto é um dos mandamentos do jornalismo:

Primeiro, quero registrar uma manifestação de um leitor entusiasmado contra a classificação proposta. Isso pra você não dizer que eu fecho com as coisas que escrevo aqui e estou cheia de classificações absurdas. Pra que ninguém ouse dizer que não há, nesse blog, o príncípio da ampla defesa e do devido processo legal.

"(...) desfilaria um longo texto em defesa da igualdade e de que esse papo todo só serve pra vender manuais de relacionamento e de que na verdade a coisa toda é muito simples e que as coisas mais importantes e profundas na nossa vida, são essencialmente simples e que me sinto ofendido com esse tipo de rotularização, já que não me encaixo em nenhuma categoria listada e que, enfim, seria um libelo em defesa do amor, da humanidade, da igualdade, da felicidade e das coisas simples da vida."

E ele continua, dizendo que se lembrou desse trecho de um filme de Woddy Allen: "I thought of that old joke, you know, this guy goes to a psychiatrist and says, "Doc, my brother's crazy. He thinks he's a chicken." And, the doctor says, "Well, why don't you turn him in?" And the guy says, "I would, but I need the eggs." Well, I guess that's pretty much how how I feel about relationships. You know, they're totally irrational and crazy and absurd and... but I guess we keep goin' through it because most of us need the eggs."

Além disso. Gostaria de, por minha conta, acrescentar à classificação, mais duas categorias:

5. Sem sex appeal. Se você faz hmpf pelo nariz assim que vê o moço, não tem jeito. Não vai rolar. Se beijar, vai dar urgh e ninguém quer beijar se não for pra ser divertido. Nem tente. Por mais que o moço seja bom e bacana e tudo. Não diga que eu não avisei.

6. Comprometidos. Acho que não precisa de maior desenvolvimento. O cara tem namorada, rolo, é paquera de amiga sua. Rola um conflito ético insuperável. Ou não, para algumas pessoas. Pra essas, o que vale é ser feliz e se for com mocinho comprometido, poxa, que seja. Azar de quem está está atrapalhando.

Com isso, acho que temos uma classificação completa dos homens desse mundo todo. Claro que há uma contradição nessa classificação: existem hominhos comprometidos e se são comprometidos, então há moças (e moços também, não esqueça), que de fato namoram ou são casadas ou, sei lá, levam um lance Bethânia (tudo somente sexo e amizade). É verdade, você me pegou.
Mas eu explico: a classificação foi feita do ponto de vistas das moças que estão livres, leves e soltas. As que não estão assim que inventem sua própria classificação.

Primeiro, a tradução do diálogo de Woody Allen, do filme Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977):
Isso me lembra aquela velha piada, um cara vai ao psiquiatra e diz: "Doutor, meu irmão é louco. Ele pensa que é uma galinha". E o doutor diz: "Bem, e por que você não o interna?". E ele: "Eu deveria, mas eu preciso dos ovos". Bem, é assim que eu vejo os relacionamentos: são totalmente irracionais e loucos e absurdos e... mas eu acho que continuamos com eles porque precisamos dos ovos.

Esse Woody Allen sabe das coisas. Segundo, agora, sim, eu posso me encaixar numa das categorias. Nada como um adendo para deprimir a gente. Mas pelo menos eu não sou traumatizado, cafajeste nem gay.

NÃO ME ENCAIXO

Isso aqui está meio que virando "Os melhores momentos do blog da Ione". Mas eu não resisto:

Ontem, domingão, em casa, folheando velhas revistas científicas, encontrei uma reportagem muito esclarecedora sobre o universo comportamental relacionamental masculino. Marlene More é uma antropóloga muito bambambam nos abroad e se você nunca ouviu falar dela, está muito por fora, desculpe. Ela se formou na Universidade de Connecticut, é PhD em Antropologia pela Universidade de Straßburg e também é mestre em Psicologia pela Universidade de São Petesburgo (e como pode notar, é poliglota, também). É respeitadíssima no meio em que atua. Ela baseou a classificação que preparou em anos e mais anos de pesquisa de campo, entrevistando incansavelmente mais de mil homens em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

Chega de enrolação: aqui está a classificação MM, mas com as minhas palavras. Nada de tecnicismos e cientificismos aborrecidos. Para ela, há, do ponto de vista feminino (sob o qual realizou a pesquisa), os seguintes modelos de comportamento:

1. Traumatizados. Esse já tomou um baita pé de uma moça pela qual ele foi profundamente apaixonado. Ele fazia planos de casamento e quando fazia a projeção de sua vida num espectro de vinte anos, achava tudo lindo e cor-de-rosa, se essa cor não fosse considerada pelo mundo machista e preconceituoso como sendo uma cor chabi. Esse aqui tem salvação, dá pro gasto ou até mais que isso, mas até você provar pra ele que você vale a pena, você envelheceu, ou virou um jiló.

2. Imunes É uma subespécie da categoria “Traumatizado”. Ele acha que a decepção foi tão-tão-tão grande, que nunca mais vai ser feliz. Entra em namoricos sem sentido porque acredita piamente que nunca mais vai encontrar uma moça que valha a pena. Mas acaba achando, esse é o consolo. A parte má da história é que ela não necessariamente é você, Leitora do Mal, ou eu.

3. Cafas. A espécie mais interessante. Envolventes, cheios de milongas. São capazes de ludibriar até uma mulher hominho se ela estiver numa fase muito-muito carente. O cara é um cavalheiro: abre a porta do carro, puxa a cadeira, paga cinema e conta no Frevo, na Augusta. Diz que foi cadete do Exército (e você, que adora um uniforme, começa a imaginar o cara em baile de debutante). Ou isso ou ele é super descolado, mas encontra um jeito de deixar as modernidades com que anda envolvido de lado pra te dar atenção full time, mesmo que isso signifique que ele vai passar só uma tarde com você, que, aliás, Leitora, você vai achar o máximo. Depois, você o encontra com outra moça, no mesmo programa romântico que ele tinha preparado especialmente pra você. E você cai do cavalo.

4. Gays. Very amusing e geralmente os melhores amigos de uma moça. Isso porque eles têm ótimas dicas sobre o que fazer para paquerar um gatinho, do ponto de vista masculino, mas também podem falar sobre seu cabelo e suas unhas e como elas estão mal feitas e fazer você se sentir um horror. Mas ao mesmo tempo, te encontra na balada e grita: "How everything!" (Que tudo!, no dialeto que ele criou). Desconsidere para fins relacionamentais amorosos. Nenhum gay desvira, vai por mim. Você pode ter muuuuitos bons momentos engraçadíssimos com eles e achar que a sua noite foi ótima.

Conclusão: Aprioristicamente, não tem homem que sirva. Ou é gay, ou cafa, ou traumatizado ou imune. Pra dar pro gasto, precisa muita lábia da parte das mulheres, e em certos casos, nem isso ajuda. Ou isso, ou uma baita ajuda do Cupido, vela pra São Judas e mandingas diversas. Mas que dá pra gente se divertir com eles, dá. Nem eu sou capaz de negar.

E depois a mulheres reclamam... Olhaí o reducionismo. Quer dizer que nós, os caras que não são cafajestes ou gays, obrigatoriamente sofremos nas mãos de mocinhas cafajestes, então?

GOSTOSÍSSIMA

  

Não há outra palavra para usar com Jennifer Tilly, a única razão para O Filho de Chucky não ser uma perda total. O filme faz uma autoparódia que funciona razoavelmente, mas o melhor é que ele deixa os bonecos assassinos de lado boa parte do tempo para se concentrar em Jennifer.

Ela interpreta a si mesma e também faz uma autoparódia: se preocupa com o peso; se pergunta por que não é chamada para fazer papéis sérios; por que tendo sido indicada ao Oscar dez anos antes (por Tiros na Broadway, 1994) está fazendo uma seqüência de um filme de terror mequetrefe; reclama que Julia Roberts roubou dela o papel de Erin Brockovich e que ela, pelo menos, nem precisaria usar aqueles sutiãs com enchimento (nesse ponto específico, ela tem a mais completa e absoluta razão); planeja dormir com um diretor para conseguir um papel num filme sério e no qual ela acredita caber como uma luva (o de Virgem Maria numa versão da história de Cristo dirigida por um rapper!); para seduzi-lo, diz que ainda é amiga "muito íntima" de Gina Gershon, atriz com quem fez cenas de sexo bem quentes no bom Ligadas pelo Desejo; e confessa: "Eu só mantenho a imagem de safada para conseguir papéis eróticos. O que as pessoas pensariam se descobrissem que não transo há um ano?".

 

E em todas estas, é impossível a mente não trabalhar full-time em pensamentos pecaminosos quando ela está em cena. É a Jayne Mansfield do nosso tempo, só que com mais talento. Já provou que, quando quer, ela tanto pode ser boa atriz quanto simplesmente não se levar a sério. Em qualquer caso, como disse certa vez o meu amigo Wellington Modesto, "Jennifer Tilly devia ser proibida para menores".

FALANDO BEM (II)

Também não é uma coisa tão boa quando falam bem de você? Dá vontade de ver os testemunhos que fazem pra mim no Orkut nas rádios, outdoors, novela das oito... Como não dá, pelo menos coloco aqui.

Coisas que escreveram sobre mim:
Do André Ricardo: "Com uma figura dessas, o mau humor pede licença e vai embora".
Da Olga: "O tempo não determina o quando admiramos ou gostamos de álguém. É algo que vem naturalmente. E é assim com você Renato, e depois que eu te vi numa capa de chuva, aí não tem mais jeito!".
Do Killer: "Existem poucas pessoas que merecem ser consideradas 'um amigo pra caralho'... na minha lista com certeza o nome desse cara vai tá presente".
Do Alex: "Seus expressivos conhecimentos sobre o cinema só são superados, em termo de qualidades, por sua boa índole e companheirismo".
Da Sheila Magali: "Amigo, leal, franco, doce, inteligente, engraçado, compreensivo, carinhoso... Afemaria, é tanta coisa!".
Da Carla: "Renatinho é umas das pessoas mais doces que eu já conheci em toda a minha vida; ele tem carisma e além do mais é muito, muito, mas muito fofo mesmo".
Da Juliana: "Renato sempre foi meio mito entre o pessoal de Comunicação pelo tanto que ele saca de cinema. Só não sabia que ele era tão divertidamente insuportável".
Da Aninha: "Quero deixar claro o quanto gosto da sua pessoa linda, doce, meiga, carinhosa, bondosa, de uma inteligência indiscutível". 
Da Mariana: "Conhecê-lo foi confirmar a graca de um jeito meio timido, meio direto de ser. Ele tem um olhar doce e uma risada otima. Que menino leve! E como escreve bem!"
Da Vívian: "Começou com algumas propostas indecentes (convites irrecusáveis para teatro, dança, cinema, etc.) e quando dei por mim, o indivíduo já estava freqüentando a minha casa, misturado aos meus amigos".
Da Adriana: "É daquelas poucas pessoas que podemos considerar amigo de verdade, mesmo quando passamos uma eternidade sem nos ver".
Da Diana: "Tão gentil e agrádável que dá vontade de ficar ao lado dele o tempo todo..."
Da Philio: "Vou ter de fazer uma salada de palavras: doçura, inteligência, mistério (sim, mistério!! Afinal, trata-se de um escorpiano), paciência, originalidade".

Seu testemunho sairá, Philio. Faz um tempo que não escrevo e foi justamente quando você voltou. Mas o seu não pode faltar, claro! Há outras pessoas para quem quero pagar essa dívida, também.
Quando disseram que Junior Baiano continuaria no time, eu tive certeza de que Deus nos castigaria por essa burrice. Dito e feito: Olaria 3 a 0. Repetindo: Olaria 3 a 0. Todos os gols no primeiro tempo. Repetindo: Olaria 3 a 0, com todos os gols no primeiro tempo. E hoje tem o Americano, em Campos, e domingo, o Fluminense - com Felipe e sem Romário. E olha que o Junior Baiano nem entrou no time ainda! Vai se um ano difííííícil...
FALANDO BEM

Tem coisa melhor no Orkut que escrever e receber testemunhos? Que falar bem de quem você gosta e ter pessoas de quem você gosta falando bem de você? Eu duvido.

Coisas que eu escrevi:
Para a Manu: "No meio termo muito charmoso entre uma mulher adulta e uma menininha, com as adoráveis qualidades de cada uma".
Para o André Ricardo: "Até quando está de mau humor a gente se diverte com ele".
Para o Rodrigo Salem: "Talvez, de longe, alguém achasse que nossos estilos seriam diferentes demais para haver uma amizade ali. Bem, há, e das boas".
Para a Mariana: "Rapidamente, ela passa a certeza de que é aquilo mesmo que está no "about me" dela: gente boa. O mais gente boa que se pode ser: tranqüila, divertida, um doce".
Para o Killer: "Um cara coerente com o que pensa e divertido 'pakas'".
Para o Fábio Prata: "Vou, isso sim, lembrar de como ele é divertido, bom anfitrião e de como foi de certa forma o catalisador da formação de toda uma nova turma de amigos".
Para o Alex: "O linguajar erudito não é fake: ele sabe usar as palavras - até nas declarações sacanas"
Para a Olga: "Com essa risada expansiva que ela tem, é difícil não gostar dela logo".
Para a Kaylle: "Às vezes é difícil saber o que ela está pensando, às vezes pode-se pensar que ela tem certas reservas. Mas se você já passa alguns minutinhos com ela, descobre logo que uma menina de ouro".
Para a Juliana: "É uma das melhores pessoas para se discutir de brincadeirinha. E também possui um texto que é uma delícia de ler".
Para a Aline: "Ela foi fundamental para me ajudar a enfrentar uma época especialmente ruim e ganhou meu coração no processo".
Para o André Cananéa: "Sempre com uma brincadeira na ponta da língua, o nosso André é diversão garantida".
Para a Agda: "Poucas vezes tivemos oportunidade de ter conversas mais "íntimas & pessoais". Mas eu simplesmente a adoro".
Para a Carolina Barroca: "Um sorriso que é um sol, uma risada que é uma graça, um abraço que é carinho total, uma dançarina que é sensualidade pura".
Para a Sheila Magali: "Das poucas pessoas nessa vida que se pode dizer que é 100% confiável, que conquista com uma meiguice e um jeito de menina irresistíveis, tempero de uma mulher que é inteira, de idéias firmes e admiráveis".
Para a Eliane: "Eliane é uma das melhores amigas que eu tenho nessa vida - e quem me conhece sabe que isso não é pouca coisa"
Para a Carla: "Uma gracinha que contagiava a todos com uma alegria e um sorriso irresistível".
Para a Denise Cambraia: "Cinco minutos com ela já mostram que de burra, de atrapalhada e de incompetente ela não tem nada. E de divertida e interessante tem muito".
Para a Vívian: "Quem a conhece um pouquinho, mas ainda não muito - como eu - não demora a perceber o humor refinado e delicioso que ela tem e uma turbulência interna que deságua nos seus escritos. E tem um talento especial para conversas simplesmente deliciosas, daquelas que rendem fácil horas a fio".
Para a Diana: "Quando você a conhece nem dá tempo de perceber direito como ela é linda. Isso porque ela é belíssima de uma maneira muito maior, muito mais especial. Um encanto doce, uma dedicação admirável ao trabalho, uma companhia adorável, um sorriso que faz você querer ser o escudo que impede que qualquer mal chegue a ela".
Para a Lívia: "Para ver que até as piores matérias podem ter suas compensações. Além do mais, ela é a mulher dos meus sonhos, e sabe disso".

PERTO DEMAIS DE TODOS NÓS

ANNA: Você...
LARRY: Não! Não diga "Você é bom demais para mim". Eu sou, mas não diga.

DAN: Eu não queria magoar você.
ALICE: (chorando) Então, por que está me magoando?

ALICE: Há sempre um momento em que você pode se entregar ou resistir. Não sei quando foi o seu, mas ele aconteceu.

Não há quem não se identifique com uma situação, um momento, um sofrimento de Perto Demais (Closer, 2004), o filme de Mike Nichols que estreou sexta-feira. Os encontros e desencontros de dois casais em Londres: o redator de obituários e aspirante a escritor Daniel (Jude Law) e a garçonete e ex-stripper Alice (Natalie Portman), o dermatologista Larry (Clive Owen) e a fotógrafa Anna (Julia Roberts).

Há alguns momentos engraçados, porque a vida tem momentos engraçados. Mas o tom é outro, passa longe das comédias-românticas. O tom é: como as pessoas podem ferir covardemente, cruelmente as pessoas de que gostam ou até amam. Pura verdade. Você pode gostar de uma pessoa e, mesmo assim, acabar com a raça dela: basta uma mistura simples de egoísmo e covardia.

Também há a exata noção de como é se sentir ludibriado pela pessoa que você mais preza e a quem você se dedicou tanto, por tanto tempo. É a morte. É a injustiça de saber que aquela pessoa com quem você dividiu as minúcias da sua vida tinha simplesmente uma vida que você não conhecia. É, na verdade, uma pessoa estranha.

Estranho, desconhecido, são os termos-chave. É como Alice cumprimenta Dan assim que o conhece. É o tema da exposição de Anna. Até Alice, a mais honesta do quarteto, não deixa de ser uma desconhecida. "Vou desaparecer", ela ameaça, quando Dan a magoa.

"Há sempre um momento em que você pode se entregar ou resistir". Isso deveria ser um mandamento bíblico, um adesivo para colocar em todos os carros, o slogan da coca-cola. Quanto sofrimento seria evitado se as pessoas simplesmente não ignorassem esse momento e julgassem realmente importante não magoar as pessoas, ao invés de se concentrarem apenas no próprio umbigo (ou um palmo mais abaixo).

CRÍTICA/ "ALEXANDRE"
Humanizar ou polemizar?

Oliver Stone culpou os conservadores americanos pelo mau desempenho de Alexandre (Alexander, EUA, 2004): eles não teriam aceitado bem a bissexualidade do líder macedônio. Na verdade, a culpa é do próprio Stone, que desperdiçou a história de grandes conquistas para perder tempo com o romance gay de Alexandre e a relação dele com sua mãe dominadora.

Talvez tenha sido uma tentativa de humanizar o mito, mas o diretor errou feio: as fragilidades de Alexandre não despertam simpatia por ele, as batalhas são poucas, longas e não empolgam, e o filme é, na maior parte do tempo, entediante.

Além disso, o elenco foi muito mal escalado. O bom Colin Farrell não chega a convencer. Angelina Jolie faz a mãe dele (!) sem nenhum recurso de envelhecimento. Anthony Hopkins não tem o que fazer como o narrador da história. Val Kilmer, discreto, acaba saindo sem ser chamuscado. E Rosario Dawson é a única que tem uma interpretação mais interessante, mas não por muito tempo.

Há, claro, a possibilidade de Oliver Stone ter não tentado humanizar o mito, mas criar polêmica - coisa que ele adora, vide praticamente todos os seus filmes anteriores. Só que, desta vez, ele não acompanhou com uma narrativa que tivesse qualidade suficiente para sustentá-la. (Renato Félix)

Alexandre (Alexander, EUA, 2004). Direção: Oliver Stone. Elenco: Colin Farrell, Angelina Jolie, Jared Leto, Val Kilmer, Rosario Dawson, Anthony Hopkins, Christopher Plummer. Stie oficial: http://alexanderthemovie.warnerbros.com/

*Publicado no Jornal da Paraíba, em 22 de janeiro de 2004

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