Só para dar uma satisfação: amanhã, viagem a Campina Grande para a despedida da Magali. Voltamos a nossa programação normal na segunda - com as tais cinco críticas (ver post de ontem) de uma vez. Vai servir como um post sobre o Oscar.
E a quem interessar possa: ainda não conheci a menina de quem meu amigo tanto falou. (É porque já andam perguntando por aí). Até a volta!
19h01. A-ca-bei! As críticas deram mais trabalho do que pareciam. Não é fácil falar de cinco filmes, um atrás do outro, com cuidado para não ser repetitivo e, com todo o cansaço, raciocinando para não só não falar besteira como levar uma informação de qualidade ao leitor. Ufa! Foi dose.
Uma coisa eu digo: depois das quintas-feiras, a sexta parece tão tranqüila... Boa noite!
10h55. Primeiro parágrafo da introdução do livro:
"Procurei, no longo esforço de algns anos dedicados à construção da presente obrea, estudar estes dois temas que agora exponho à análise do leitor: o processo de gestação da ideologia elitista, desde a formação da sociedade comunal portuguesa, e a sua ação nas lides das descobertas marinhas e da colonização do Brasil, até o seu desencadear nos dias atuais. Aduzimos rápido estudo de como se construiu o elitismo numa sociedade onde moureja um povo com tão forte capacidade de trabalho e um acendrado espírito comunicativo como o brasileiro".
Tirem suas próprias conclusões.
Um dia de adiantamento na vida do Renato Félix. Sendo "adiantamento", para os não-iniciados, o dia em que fazemos duas edições do jornal ao invés de um. No caso, sexta e domingo.
Cheguei à redação há 10 minutos. 9h07, agora. Já tenho três pautas a cumprir: o livro A República das Elites, de Agassiz Almeida, para a capa de sexta (um livro sobre ideologia e sociologia na capa do caderno de cultura. Sei); a crítica de domingo; uma especial para domingo, com quatro críticas dos filmes indicados ao Oscar em cartaz em João Pessoa. Espera aí, se são quatro críticas, então, tecnicamente, são seis textos no total?
Começamos bem...
Sideways - Entre Umas e Outras (Sideways, EUA/ Hungria, 2004) ganhou o Globo de Ouro e o prêmio dos Críticos de Nova York como melhor filme do ano passado. Não é para tanto, embora isso não queira dizer de maneira alguma que se trata de um mau filme.
Alexander Payne dirige uma produção independente onde dois amigos fazem uma viagem pela rota dos vinhos na Califórnia. Um deles é um escritor frustrado que entende muito do assunto. O outro vai se casar dali a sete dias e pretende ter um período de farras antes de subir ao altar.
O que cada um consegue é uma - por vezes engraçada, por vezes dura - viagem de encontro a si mesmo. Através das belas paisagens e dos papos sobre vinho, os dois amigos encontram duas belas mulheres, se envolvem com elas e entram em conflito sobre suas maneiras diferentes de lidar com o assunto.
O roteiro é mesmo muito bom e os personagens passam uma sinceridade nos sentimentos que é difícil de ver nas grandes produções. Ao mesmo tempo, é um filme charmoso, sem o cacoete dos independentes, onde muitas vezes parece que o improviso é a regra.
E é um filme muito apoiado no elenco, que garante a qualidade do filme. Paul Giamatti tem aproveitado muito bem as chances que têm aparecido e Sideways ainda resgata a sumida (e sempre linda) Virginia Madsen. (Renato Félix)
Sideways - Entre Umas e Outras. Sideways. Estados Unidos/ Hungria, 2004. Direção: Alexader Payne. Elenco: Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen, Sandra Oh, Marylouise Burke.
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