MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

 

 

 

 

 

"A gente não sabemos escolher presidente,
A gente não sabemos tomar conta da gente,
A gente não sabemos nem escovar os dentes.
Tem gringo pensando que nós é indigente.

Inútil! A gente somos inútil!
Inútil! A gente somos inútil!"

"Inútil", Ultraje a Rigor, 1982

Agora, acabou. Mais, só na
Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE III
No Parahyba Café, dia 26 (sábado, aniversário da Aline - e da Anna Carolina também, que já disse que vai, ou pelo menos espera ir), às 22h. Ingresso: R$ 3.

* Parabéns para a Aline e para a Carol, que fazem aniversário daqui a pouco, para a Val, que fez quarta-feira e para a Patrícia Teotônio, que faz segunda. Todo mundo disse que vai comemorar amanhã, lá no PB Café...

VIDA DE JACK BAUER

Que dia... Ou melhor, que dois dias...

Cena ontem de manhã: eu, no meu quarto, de toalha, discutindo pelo telefone com a subsecretária de cultura por causa de uma matéria que deu problema.

Decorrer da manhã: primeiro dia de adiantamento para a Semana Santa. E tome telefonar e escrever.

Iniciozinho da tarde: super-reunião de pauta da equipe do JPB - 1ª Edição. Eu me sentindo uma das galinhas de A Fuga das Galinhas, perfilada com as outras, enquanto a Sra. Tweed conferia a produção de ovos de cada uma (mas foi só no começo, depois tudo correu melhor).

Logo em seguida: a notícia de que meu editor foi demitido por causa da confusão da matéria. Tristezas e coleguismo à parte, sobraram o André Cananéa e eu para descer os quatro cardernos (quinta, sexta, sábado e domingo) em dois dias!

À tarde, na tevê: nada menos que quatro pautas para fazer. Quatro (quando o normal são duas)! E olha que eu já cheguei atrasado.

Final da tarde: entra o André na redação da tevê (ele passou o dia cuidando do adiantamento) e comunica que é preciso fechar no mínimo dois cadernos hoje. Para isso, precisa da minha crítica do domingo. Será que eu poderia fazer ainda esta noite?

Durante o JPB - 2ª Edição: o primeiro link ao vivo pautado por mim, no espetáculo Mistérios da Paixão de Cristo, entra no ar. A repórter, no escuro. Cadê a luz? Cadê o entrevistado do link? A luz foi desligada por acidente momentos antes do link e o entrevistado tinha dito "vou ali e já volto" e não voltou. Um desastre.

Final da noite: depois que concluir as pautas da tevê, atravesso o corredor e assumo um computador na redação do jornal, espremendo o cérebro para ver se sai uma crítica que preste (vocês podem ler a dita cuja domingo, no seu Jornal da Paraíba, ou segunda aqui e/ ou nos vossos e-mails).

Hoje, de manhã: chegar mais cedo para dar conta do adiantamento a tempo. Escrever, escrever, escrever.

Hoje de tarde: escrever, escrever, escrever. O chefe de redação da tevê entra na redação do jornal e diz que estão perguntando por mim do outro lado do corredor. Meu horário lá é às 15h, mas há uma tolerância às quintas-feiras. Só que já eram 16h e só cruzei o corredor quase às 17h.

Final da tarde: me pouparam e só tive uma pauta a cumprir. O vivo de hoje funcionou. A matéria dos Mistérios da Paixão ficou show porque Danielle é um show de repórter. Mas aí entra um diagramador do jornal, com um preview da página 3 de sábado e me diz: "Essa página deu problema e se perdeu. Vou pré-diagramar ali, mas você tem esses textos?". Adivinha.

Noite: digitando os textos das matérias perdidas. Ainda bem que havia um preview.

Agora: finalmente vou sair daqui! Direto para a casa da Val, para uma noite de jogos... Mas, antes, uma olhada no blog e... nenhum comentário nas últimas quatro mensagens! Tô no inferno astral mesmo!

MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

"I try to laugh about it,
Cover it all up with lies.
I try to laugh about it,
Hiding the tears in my eyes
Cause boys don't cry.
Boys don't cry"

"Boys don't cry", The Cure, 1979

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE III
No Parahyba Café, dia 26 (sábado, aniversário da Aline - e da Anna Carolina também, que já disse que vai, ou pelo menos espera ir), às 22h. Ingresso: R$ 3.

Onde você leu até agora PH neste blog, leia-se agora Pops. Não me pergunte porque eu também não sei.
VISIONÁRIO É POUCO

Vocês vão me dar licença de publicar uma matéria minha, de hoje, do Jornal da Paraíba, não vão?

 A imagem “http://images.zap2it.com/ltvimages/images/shows/a/aroundtheworldin80days/aroundtheworldin80days_big_003.jpg” contém erros e não pode ser exibida.  

Visionário é muito pouco para definir Júlio Verne. O escritor francês definiu um estilo de aventura e ficção científica que ainda são uma inspiração para a literatura e o cinema, mesmo que sua obra tenha sido escrita no hoje distante final do século 19. Em obras como Da Terra à Lua, A Volta ao Mundo em 80 Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas, ele anteviu as viagens espaciais, a máquina de fax, a superpopulação das cidades, o helicóptero e o submarino, entre outras novidades tecnológicas que só surgiriam após a morte de Júlio Verne, há exatamente cem anos.

Vários dos livros que Verne escreveu são obras-primas da imaginação e da adequação da ciência à literatura. Na intimidade, o escritor não negava sua paixão pelo saber, com uma casa cheia de mapas e sempre pesquisando sobre tecnologia e geografia em obras científicas, livros, revistas de expedições. Suas “previsões” partiram daí, por mais imaginativas que fossem as histórias de habitantes da Lua e monstros submarinos.

Júlio (originalmente Jules) Verne nasceu em 1828, na cidade de Nantes, e chegou a Paris aos vinte anos. Foi sob o incentivo de ninguém menos que Alexandre Dumas Pai, autor de Os Três Mosqueteiros, que ele escreveu sua primeira peça: Palhas Quebradas, em 1850. Mas foi só em 1862 que fez mesmo sucesso com o estilo que o marcou: Cinco Semanas num Balão, aventura que reunia a descoberta de terras pouco conhecidas e o temor da ciência sendo usada para fins de destruição. No entanto, o mesmo editor, Pierre-Jules Hetzel, recusou o manuscrito de Paris no Século 20, que só foi publicado em 1994.

Em revistas e jornais, ele publicou Viagem ao Centro da Terra e Da Terra à Lua, em 1864 e 1865. O primeiro, virou filme em 1959. O segundo, já foi levado às telas na aurora do cinema, por Georges Méliés, em 1902, rebatizado como Viagem à Lua – uma das primeiras demonstrações do potencial do cinema em relação ao sonho, à fantasia, à aventura, à ficção científica e ao uso de efeitos visuais.

O cinema clássico soube fazer maravilhas com a matéria-prima que Verne oferecia. A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956) ganhou o Oscar de melhor filme contando com esplendor a aventura do aristocrata meticuloso Philleas Fogg (David Niven) e seu empregado Passepartout (o cômico mexicano Cantinflas) usando todos os meios de transporte possíveis para circundar a Terra e ganhar uma aposta.

É a obra mais popular de Júlio Verne, mas bem perto está Vinte Mil Léguas Submarinas, que apresentou ao mundo o Capitão Nemo e o fantástico submarino Nautilus. No cinema, o filme virou uma obra-prima dos estúdios Disney em 1954, estrelado por James Mason (como Nemo) e Kirk Douglas e dirigido por Richard Flescher.

Nemo é um homem descrente na humanidade e que quer criar sua própria nação, sob suas próprias regras, tornando-se, na verdade, uma ameaça para o resto do planeta. É o mesmo tema de Robur, o Conquistador do Mundo, onde um cientista (Vincent Price) tenta interromper uma guerra com a máquina voadora criada por ele, o Albatroz – algo entre um balão dirigível e um helicóptero – e acaba espalhando o pânico entre a população de diversos países. Ou seja, remetendo ao tema que já aparecia em Cinco Semanas num Balão.

A literatura e o cinema têm uma dívida inestimável com Júlio Verne. E as mentes dos jovens que ainda têm a sorte de descobrir o mundo através de suas histórias também. Não é à toa a homenagem da série De Volta para o Futuro (1985/89/90), uma das melhores a tratar do assunto aventura-ficção científica; o cientista que cria a máquina do tempo do filme, Emmet Brown (Christopher Lloyd) não só é fã do escritor, como acaba batizando seus dois filhos de “Júlio” e “Verne”.

MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

 

 

 

 

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado bastaria.
Ah, meu Deus, era tudo o que eu queria.
Eu dizia: "(O seu nome),
Não me abandone".

"Meu erro", Os Paralamas do Sucesso, 1984

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE III
No Parahyba Café, dia 26 (sábado, aniversário da Aline - e da Anna Carolina também, que já disse que vai, ou pelo menos espera ir), às 22h. Ingresso: R$ 3.

Detalhes são muito importantes. Detalhes muitas vezes são fundamentais. Três letrinhas podem mudar a vida de uma pessoa.
MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

"I come home in the morning light,
My mother says: "When you gonna live your life right?".
Oh, mother, dear, we're not the fortunate ones
And girls they want to have fun.
Oh, girls just want to have fun".

"Girls just want to have fun", Cyndi Lauper, 1983

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE III
No Parahyba Café, dia 26 (sábado, aniversário da Aline - e da Anna Carolina também, que já disse que vai, ou pelo menos espera ir), às 22h. Ingresso: R$ 3.

PARA PASSAR DE ANO

Muita gente já passou por isso. A garota namora aquele grande cafajeste, sofre, sofre, sofre, mas fica com ele porque é lindo de morrer. Ou então ela gosta do cara, mas não sei, sabe? Falta alguma coisa... Ou o cara sai com aquela garota superinteressante e, pra ficar com ela, se submete às maiores barbaridades como freqüentar shows de axé. Ou vice versa em tudo isso. Será que namorado é igual negresco, justifica tudo? O que é o namoro ideal, afinal?

A resposta é: namoro é como a escola.

Eu explico. Acho que um bom namorado é como um bom aluno. Tem algumas matérias para passar de ano: carinho, respeito, química sexual e (esta aqui é uma colaboração da Ione) interesses mútuos. Entendo por "química sexual", tudo nessa área: desde a mera atração mútua até ser minimamente competente no sexo.

Você pode ser melhor em umas matérias e não tão bom em outras - mas para todas precisa de uma média mínima para "passar de ano". Se for reprovado em uma, é reprovado no ano inteiro.

Ou deveria ser. Afinal, quanta gente por aí anda com uma cara-metade grosseira ou que não está nem aí para a criatura (nota 4 em "carinho"), mas continua com ela porque a dita cuja é nota 8 em "química sexual"? Ou o contrário: não tem coragem que terminar o relacionamento com um namorado onde a atração física não acontece (nota 5 em "química sexual") porque o rapaz é nota 9 em respeito? Ou passa maus bocados com o mau gosto da sua companhia (nota 4 em "interesses mútuos"), porque ela é nota 7 em "química sexual" e nota 10 em "carinho"?

Avalie seu relacionamento. Talvez você precise colocar seu par em recuperação. Mas se seu namorado ou namorada for nota 7 nas quatro matérias, jogue suas mãos para o céu e agradeça. Não vá trocar por um nota 10 em uma coisa e nota 2 em outra.

MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

blitz 

 

 

 

 

"- Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho
De madrugada
Com a mão no bolso?
- Na rua.

- E você fica pensando naquela menina,
Você fica torcendo e querendo que ela estivesse
- Na sua...

- Aí, finalmente você encontra o broto:
Que felicidade!
- Que felicidade!
- Que felicidade!
- Que felicidade!

- Você convida ela pra sentar...
- Muito obrigada.
- Garçom, uma cerveja!
- Só tem chope.
- Desce dois! Desce mais!
- Amor, pede mais uma porção de batata frita?
- Ok, você venceu: batata frita!

- Aí, blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá?
- Ti-ti-ti, ti-ti-ti, ti-ti-ti!
- Você diz pra ela:
Tá tudo muito bom,
- Bom...
- Tá tudo muito bem,
- Bem...
- Mas realmente, mas realmente
Eu preferia que você estivesse...
- Nua!...

Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar.

- Todo mundo dizia
Que a gente se parecia
Tão cheio de tal e coisa e coisa e tal,
E realmente a gente era,
A gente era um casal,
Ah, um casal sensacional.

Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar.

- No começo tudo era lindo,
Tá tudo divino, era maravilhoso,
Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso.
Mas, de repente, a gente enlouqueceu!
Ah, eu dizia que era ela,
Ela dizia que era eu.

Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar.

- Amor, que que 'cê tem?
Cê ta tão nervoso...

- Nada, nada, nada, nada, nada, nada!...
- Foi besteira usar essa tática,
Dessa maneira assim dramática.
- Eu tava nervoso...
- O nosso amor era uma orquestra sinfônica...
- Eu sei!...
- E o nosso beijo uma bomba atômica!

Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar, 
Você não soube me amar.

- É, foi isso que eu disse pra ela... 

Você não soube me amar,
Você não soube me amar,
Você não soube me amar, 
Você não soube me amar.

- Oh, baby, não!..."

"Você não soube me amar", Blitz, 1982.

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE III
No Parahyba Café, dia 26 (sábado, aniversário da Aline - e da Anna Carolina também, que já disse que vai, ou pelo menos espera ir), às 22h. Ingresso: R$ 3.

* Desculpem, mas essa tinha que entrar a letra inteira...

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR!

Um cara quer entrar na "festa do vermelho" e é barrado porque está de branco. Aí, a gata que está com ele não tem dúvida: joga um copo de Campari na roupa dele e o camarada entra na festa, certamente todo melecado e fedendo. Como se isso não bastasse, todas as garotas da festa resolvem melecar seus pares de Campari. Aí, o slogan: "Campari, só ele é assim".
Assim como? Bom pra tingir roupa?

"Tu fica é gostosa com essas havaianas"
Desde quando um chinelo de dedo deixa uma mulher gostosa? Ou: desde quando a Priscila Fantim precisa de havaianas pra...

"A Cidade das Garotas que Jeremias Desperdiçou"
Será que já houve uma propaganda mais machista na história do mundo? E cadê o Procon que não vê essa propaganda enganosa?

...em compensação:

"Esse é o meu pai. E essa é a minha mãe. Só que eles ainda não sabem disso. Meu pai quer conhecer a minha mãe, mas não encontra ela!"
Tem coisa mais bonitinha na televisão hoje?

CRÍTICA/ "MAR ADENTRO"

 Mar adentro

A morte celebrando a vida

Quando resolveu dirigir Mar Adentro (Mar Adentro/ Mare Adentro, Espanha/ França/ Itália, 2004), o diretor Alejandro Almenábar sabia onde estava se metendo. Sabia que o tema - o direito à eutanásia - era espinhoso o suficiente para virar o centro das atenções e ofuscar o próprio filme.

Pelo jeito, sabia também que poderia enfrentar esse desafio e vencê-lo - e foi o que fez. A principal arma de Almenábar, também co-roteirista e autor da trinha sonora, foi o talento. Conseguiu o mais improvável: tornar uma história que tinha de saída um pé na pieguice numa celebração da vida.

Ramón Sampedro, que ficou tetraplégico há 30 anos e está disposto a uma batalha legal pelo direito de pedir ajuda a outras pessoas para acabar com a própria vida, quase não mostra tristeza. Ao contrário, apresenta suas teses com uma racionalidade desconcertante. E assim, outros personagens descobrem a vida através da convivência com ele.

Mar Adentro é um filme que defende abertamente uma idéia, mas mesmo quem não compartilha dela pode apreciá-lo. O diretor cria algumas seqüências belíssimas, a do vôo, em especial, mostra que a técnica pode render muito, quando há um artista por trás dela. (Renato Félix)

Mar Adentro. Mar Adentro/ Mare Adentro. Espanha/ Framça/ Itália, 2004. Direção: Alejandro Almenábar. Elenco: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera, Celso Bugallo, Clara Segura, Joan Dalmau, Tamar Novas.

 

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