OBRA-PRIMA

Linhas perfeitas, funcionalidade, conforto – qualquer um com o mínimo conhecimento do assunto sabe como é difícil reunir todas essas qualidades em alto grau num mesmo projeto arquitetônico. Pois entre obras-primas como os jardins suspensos da Babilônia e o Pão de Açúcar, certamente estará essa maravilha da engenharia: o seio feminino.

Se a mulher foi a última das obras de Deus na criação do mundo, quando Ele já tinha praticado e experimentado bastante e estava no auge da destreza, é de se supor que os seios foram a última etapa na criação da mulher. Como trabalho praticamente terminado, Deus pode se esmerar tranqüilamente no assunto, desenhá-los, redesenhá-los, adicionar aqui, retirar ali, deslocar o mamilo esquerdo mais um pouquinho só para lá... Provavelmente passou todo o sétimo dia aprimorando o projeto, como um Michelangelo dos primeiros tempos, e – ninguém me tira isso da cabeça – com a preciosa colaboração de Adão.

- Aumenta só mais poquinho, Senhor. Mais, mais... Um tantinho de nada, agora... Pára, pára, aí, aí! Não mexe mais em nada...

- Assim está bom, então, Adão?

- Está perfeito. Agora, Senhor... Posso pedir só mais uma coisa?

- Fala.

- É que isso é tão maravilhoso que...

- Sim?

- Não podem ser dois?

Ou: e viu Deus que o seio era bom e criou outro.

Não há registro no Gênesis de como eram os seios de Eva. Mas quero crer que, sendo uma intervenção diretamente divina, não eram menos do que perfeitos. De qualquer modo, estariam mais perto disso do que os de uma mulher cro-magnon. Pelo menos, devem ter sido menos peludos.

O tamanho e a forma dos seios parecem não refletir necessariamente o temperamento da mulher que os ostenta, mas a personalidade deles mesmos. Sim, os seios tem personalidade própria e é preciso saber lidar com elas.

Há os impetuosos, aqueles que parecem estar sempre prontos para a briga, como se erguessem o queixo e dissessem: “O que foi? O que foi? Quer brigar? Pode vir, pode vir!”. E você quer mesmo ir. Há os tímidos, que precisam de um pouco mais de dedicação – ou podem se sentir rejeitados. E há os que parecem mammas italianas, sempre acolhedoras, querendo abraçar você o tempo todo... O importante é saber que eles são como irmãos: se der atenção a um, tem que dá-la em igual intensidade ao outro, para evitar ciúmes.

Presos por baixo de roupas abafadas, oprimidos pelos sutiãs, pode-se jurar que a cada levantar de blusa, baixar de alças, desabotoar de corpetes, eles respiram fundo e desfrutam da liberdade temporária. Os seios vivem num torturante regime semi-aberto. E ainda estão sujeitos a humilhações. Os sutiãs maravilhas, que os deixam sentindo-se filhos disfarçados pelas próprias mães. Ou o silicone, que – se os seios têm personalidades – é uma verdadeira lavagem cerebral. Uma lobotomia.

Para os pintores e escultores, evidentemente não passaram despercebidas as possibilidades que os seios prometiam. E para o cinema também não. Kim Novak fez toda a segunda metade de Um Corpo que Cai sem sutiã, no que o diretor Hitchcock classificou de exibicionismo. Muito bem vindo, diga-se. King Kong tinha olho clínico e não demorou a perceber que havia algo interessante por baixo da blusa de Jessica Lange: e foi logo tentando baixar a blusa e ver o que era. Na próxima versão, se Naomi Watts repetir a performance de Cidade dos Sonhos e 21 Gramas, o gorila gigante terá bons momentos. E Julia Roberts, que nunca mostrou os dela no cinema, ainda pergunta, em Um Lugar Chamado Notting Hill, por que os homens os acham tão interessante... Ao ouvir isso, Hugh Grant faz o que qualquer um de nós faria: vai lá dar uma olhada nos seios dela...

INTERTEXTOS

Há novidades aí do lado:

Eu Odeio Isso Aqui! - Blog do destemido videasta e quadrinista e freqüentador da Comic House do Manassés e estudioso de ambos os três (quatro?) assuntos J. Audaci Junior;

- Sítio de Maricota - Aguardadíssima inclusão da srta. Mariana Mesquita, que me escreveu um dos depoimentos mais lindos que recebi no Orkut pelo mundo dos blogues;

- e, Aqui por Estes Lados... - Um blog/ fotolog que é o nosso pezinho em Portugal, por Margarida (ou Guida para nós, íntimos) Ribeiro.

Façam bom, aliás ótimo, proveito. Não vai ser nada difícil. 

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR (IV)
*Faça um favor a você mesmo (e a muita gente): leia tudinho, desde o começo, lá embaixo.

Saiba de quem é o texto que você lê na internet

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. Seria mais tolo ainda do que tenho sido; na verdade, bem poucas coisas levaria a sério".
Dizem que é do argentino Jorge Luis Borges
Na verdade, é do americano Don Herold, publicado na revista Reader's Digest, em 1953

"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja (...), mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: 'Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?'. (...) Dou aqui novas sugestões de sermões:
- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?"
Dizem que é de Mário Quintana (que morreu em 1985)
Na verdade, é da escritora Martha Medeiros

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles".
Dizem que é de Vinícius de Moraes
Na verdade, é do colunista gaúcho Paulo Sant'Ana, do jornal Zero Hora

"Na verdade, menstruar é uma parada normal. Acontece nas melhores famílias. Comprei um não-sei-o-que 'mini'. Não ligo pra grifes, ainda mais de modess".
Dizem que é de Luís Fernando Veríssimo
Na verdade, é de "Rolinha", colunista do site de humor 02 Neurônio

"Se Deus me desse um pedaço de vida, eu me vestiria com simplicidade, me atiraria de bruços sobre o sol, deixando a descoberto não somente meu corpo, mas minha alma".
Dizem que é de Gabriel García Marquez
Na verdade, é do ventríloquo Johnny Welch

"É não ganhar um eu te amo baixinho perdido perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém para querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: 'Que cê acha amor?'".
Dizem que é de Arnaldo Jabor (e Luís Fernando Veríssimo)
Na verdade, é de Tatiane Bernardi, colunista da revista TPM

* Fonte: www.trezao.com.br/bettyvidigalapocrifia.htm

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR (III)

Entrevista/ Martha Medeiros

por Renato Félix

Por que você acha que tantos textos seus acabam circulando pela internet com outras pessoas como autores?
MARTHA MEDEIROS - Você sabe que várias vezes acontece também que o texto não é meu e assinam como se fosse meu, não é? Eu não sei porque acontece. Eu não sei como começa e esse é o problema. A gente não sabe a fonte, existem mil hipóteses. Pode ter gente que lê e acha que é do estilo de alguém, assinar e passar adiante. E pode ser má-fé, também. É uma coisa terrível: alguém pega um texto meu, abre um parágrafo e põe uma frase que não fazia parte do texto original.

E não há uma maneira para evitar esse problema...
O jeito é contar com a vigilância dos leitores. Com quem te acompanha, sabe o que é seu e o que não é.

Isso já causou algum problema mais sério para você?
Tem um texto meu que já disseram que é do Pablo Neruda. E foi tão difundido que a Fundação Neruda, no Chile, fez ma resposta padrão a respeito. O mais absurdo é que o texto chegou a ser publicado num livro como sendo do Neruda! Pior é quando alguém gosta do texto e põe a sua “contribuição”. Isso acontece muito e também é terrível. Há alguns meses, colocaram um parágrafo a mais em um texto meu para atingir um candidato numa eleição passada e aquilo me aborreceu muito.

Ver seus textos circulando sem seu nome aborrece você?
É chato porque fere teus direitos autorais. E é ruim pra todo mundo, é ruim pro autor e é ruim pro leitor que fica com a desinformação. Não é uma honra. Não é pra mim, nem pros autores, nem pro leitor, que ficou desinformado.

E como foi quando você começou a perceber o fenômeno?
No começo, isso me chateava muito. Mas aconteceu tantas vezes que eu nem penso mais nisso. Já não me estresso, senão não faço outra coisa na vida. O que eu faço é de dois em dois anos, publicar coletâneas de crônicas. É a única maneira que eu tenho para provar que são minhas. E me limito a responder quando me mandam e-mails perguntando se os textos são meus, mesmo.

Você já chegou a receber textos seus como se fossem de outra pessoa?
Já. Amigas minhas já mandaram textos pra mim, e ainda dizendo: “Olha, Martha, que legal” (risos).

Você já era poeta antes. Imaginava essa repercussão quando começou a escrever crônicas?
Nem em sonho. Eu era uma publicitária que vivia feliz e escrevia meus poemas. Acho que os textos agradaram porque são muito simples e tratam de coisas da vida mundana de todos nós.

E o que você anda escrevendo agora?
Minha peça, Divã, está sendo montada no Rio e estou escrevendo um novo romance. E deve sair uma nova coletânea de crônicas até o fim do ano.

Você, que deve ser a maior vítima de ter textos no nome de outros, conhece o Veríssimo, que é o autor que mais aparece assinando textos que não são dele?
Não somos amigos íntimos, mas nós nos conhecemos. Até porque o Veríssimo é uma pessoa muito tímida. Eventualmente, em eventos, a gente conversa, ele vai nas minhas sessões de autógrafos, eu vou nas dele...

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR (II)

Autores tentam se defender
Textos incomodaram Gabriel García Marquez, Veríssimo, Mário Prata e Quino

por Renato Félix

Muitas vezes, os textos “mudam de autor” na internet por engano ou desatenção de quem copia ou passa adiante. Mas em outras, só pode ser má-fé. Como o caso do texto em que a autora pergunta “que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres”, que não é de Rita Lee, como amplamente aparece por aí. A jornalista Heloneida Studart publicou o artigo no Jornal do Brasil, em 2001, dando um testemunho de quando era adolescente, em Fortaleza, nos anos 1940. Ela cita a cantora no final, ao escrever “Viva Rita Lee, que canta: ‘Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda’”. Mas alguém cortou o “Viva Rita Lee”, mandou o nome da cantora para o lugar da autora e passou o texto para a frente, sem se importar com o fato de que Rita é paulista e nunca morou em Fortaleza.

É impossível evitar que esse tipo de coisa aconteça, mas há pelo menos quem tente minimizar os estragos. É o caso da escritora Betty Vidigal, que mantém um site (www.trezao.com.br/bettyvidigalapocrifia.htm), onde não só desvenda esses mistérios, como até descreve o processo de “investigação”. Lá, se descobre, por exemplo, que Arnaldo Jabor não desancou o vencedor de um Big Brother (confira em post mais acima trechos de textos famosos na internet e seus verdadeiros autores).

Os autores vivos se defendem como podem. Mário Prata e o quadrinista argentino Quino publicaram em seus respectivos sites avisos de que determinados textos assinados como se fossem deles eram falsos. Martha Medeiros publica periodicamente livros com suas crônicas. “É a única maneira de provar que são minhas”, disse.

O colombiano Gabriel García Marquez ainda pode dizer, de viva voz, que não é o autor de “Marionete”, em que anunciava estar supostamente morrendo de câncer, com frases como “Para cada minuto em que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz”. Quando o texto começou a ser espalhar, declarou: “O que realmente pode me matar é a vergonha de que alguém acredite que sou capaz de ter escrito um texto tão ridículo, tão ruim”.

E Veríssimo, quando sentiu o problema, tentou esclarecer tudo numa crônica: “Que fique estabelecido, portanto, que qualquer texto mal escrito, ou bem escrito mas controvertido, ou incoerente, bobo, nada a ver, pretensioso, metido a besta, pseudolírico, pseudoqualquer coisa, pseudopseudo, ou que de alguma forma possa dar cadeia ou problemas com autoridades, goianos ou outros grupos, com a minha assinatura, na internet ou fora dela, não é meu. Todos os outros - inclusive alguns com outras assinaturas, até prova em contrário - são meus."

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR (I)

* Uma contribuição mais efetiva a uma causa louvável. Esta matéria foi publicada domingo, no JP e é dedicada com carinho a Luciana Oliveira - que, a seu modo, me inspirou. Você, leitor do mal que vive reenviando os textos que chegam na sua caixa postal e nem pensa nisso, faça a sua parte e leia.

Tirando as palavras da boca dos outros
Textos com autorias falsas circulam por e-mails, são publicados nos blogs e viram praga na internet

por Renato Félix

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério”. Assinado: Jorge Luís Borges. Não demorou muito, após o advento da internet em larga escala, para que este texto começasse a ser passado de e-mail em e-mail, como provavelmente o primeiro de uma série de correntes com textos de escritores famosos, que vão de Drummond a Shakespeare, de Mário Quintana a Gabriel García Marques. Com um porém: assim como o texto citado não é de Borges, a grande maioria do que é atribuído a esses grandes autores não saiu da caneta de nenhum deles.

Os textos apócrifos viraram uma praga dificílima de combater. Divulgados em progressão geométrica, alterados muitas vezes até em seu conteúdo, publicados nos blogs rede afora, eles acabam virando quase uma lenda urbana. Na maioria, são textos edificantes e bem-intencionados, mesmo quando piegas, que acabam tendo seu autor verdadeiro trocado por um mais famoso. Mas outras vezes, há grosserias e ofensas pessoais atribuídas a quem, de fato, não tem nada a ver com isso.

Luís Fernando Veríssimo é a maior vítima no Brasil entre os escritores que vêem seu nome em um texto que absolutamente não faz jus. “Um dia de Modess na vida de um homem”, por exemplo, não é dele – embora mais de 70 sites afirmem que sim – mas de um colunista do site 02 Neurônio. Muito menos o texto já famoso que desanca duplas sertanejas, bandas de axé e pagode, comparando-as a drogas. Justa ou não a comparação, o fato é que Veríssimo nunca escreveria algo tão deselegante.

Mas o autor verdadeiro pode ser tão vítima quanto. Na outra ponta do caso, a maior vítima, como Veríssimo, também é gaúcha. Graças à coluna de crônicas sobre relacionamentos que escrevia no site Almas Gêmeas, a escritora Martha Medeiros viu seus textos inteligentes ganharem asas na internet - mas assinados como se fossem de Mário Quintana, Pablo Neruda, William Shakespeare e outros escritores, incluindo o próprio Veríssimo.

“Não é uma honra para mim, nem para os autores e nem para o leitor, que ficou desinformado”, disse ela, por telefone, (leia a entrevista no post mais acima). Ela conta que no começo isso a aborrecia muito, mas hoje parou de se preocupar. “Aconteceu tantas vezes que eu nem penso mais nisso. Já não me estresso, senão não faço outra coisa na vida. Me limito a responder por e-mail quando me escrevem perguntando se o texto é meu”, contou.

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (XI)

Um Dia em Nova York (On the Town, 1949). Direção de Gene Kelly e Stanley Donen; roteiro de Betty Comden e Adolph Green; canção "You're awful", de Roger Edens.
* Primeiro, a versão traduzida, para fazer sentido no diálogo, depois a original, ok?

Gabe (Gene Kelly), Chip (Frank Sinatra) e Ozzie (Jules Munchin) são três marinheiros que tem 24 horas para curtir Nova York. Por meio de mil peripécias, eles acabam conseguindo encontros para uma noite na cidade - a dançarina Ivy (Vera-Ellen), a taxista Hildy (Betty Garrett) e a antropóloga Claire (Ann Miller), respectivamente. O encontro para saírem todos juntos é no alto do Empire State, às 20h30. Chip e Hildy são os primeiros a chegar, mas ela está aborrecida porque o namorado só quer olhar os pontos turísticos da cidade pelo telescópio, animado ao ponto de dizer que perdeu todo o dia.

HILDY: Ora, obrigada!

Ela se afasta e ele, se dando conta da mancada, vai até ela.

CHIP: Puxa, desculpe, Hildy. Eu não queria dizer isso...

HILDY: Volte para o seu telescópio! Vocês fazem um belo casal!

CHIP: Eu não quero olhar pelo telescópio, eu prefiro olhar pra você.

HILDY: Você só fica me sussurrando doces bobagens, como qual a população do Brooklyn ou quanto cachorros-quentes foram vendidos no estádios dos Yankees!... Você só liga para esse seu guia!

Chip joga o guia pelo parapeito do edifício.

HILDY: Oh, Chip... Você se importa... Por que nunca disse?

Chip começa a cantar.

CHIP:
Puxa, eu não sei, eu gostaria de sussurrar doces bobagens
Estas palavras que todo mundo conhece,
Mas minhas idéias ficam confusas
E todas as palavras ficam enroladas,
Mas, se você quer, aqui vai:

Você é terrível,
Terrivelmente boa de ser olhar,
Terrivelmente legal para se estar junto,
Terrivelmente doce para ter e abraçar.

Você não é nada,
Nada senão adorável,
Nada senão deslumbrante,
Nada além de ouro puro.

Você é assustadora,
Assustadora quando diz
Que pode ir embora,
Você é chata,
Chata no meu coração para ficar.

Você é barata, querida,
Barata a qualquer preço, querida,
Barata para um diamante,
Barata para uma pérola.

O que eu disse antes, eu digo de novo:
Você é terrível,
Terrivelmente boa para ser minha garota.

HILDY:
Você é velho, querido,
Velho de conhecimento do mundo,
Velho como gorgonzola,
Velho como o melhor champanhe francês.

Você é mais ou menos,
Assim-assim tão, tão charmoso,
Tão, tão inteligente,
Tão que eu não posso explicar!

CHIP:
Não agüento você,
Não agüento você olhando
Para outro rapaz,
Não agüento você
Nos braços de outro cara.

Quem precisa de você?
Precisa de você para se distrair,
Precisa de você para esta loucura,
Precisa de você faça chuva ou faça sol.

AMBOS:
Eu sou quem precisa de você,
E eu acho você terrível,
Terrivelmente legal para dizer que você é meu...

***

A versão original:

CHIP:
Gee I don't know, I'd like to whisper sweet nothings
Those words that everyone knows
But my thoughts gets mangled,
And all the words get tangled,
But since you asked me, here goes:

You're awful,
Awful good to look at,
Awful nice to be with,
Awful sweet to have and hold.

You're nothing,
Nothing if not lovely,
Nothing if not dazzling,
Nothing but pure gold.

You're frightening,
Frightening me when you say
That you might go away,
You're boring,
Boring into my heart to stay.

You're cheap, dear,
Cheap at any price, dear,
Cheap for such a diamond,
Cheap for such a pearl.

What I said before, I'll say again:
You're awful,
Awful nice to be my girl.

HILDY:
You're old, dear,
Old with worldly wisdom,
Old like gorgonzola,
Old like finest French champagne.

You're so-so,
So-so, so-so kinda charming,
So-so kind of witty,
So I can't explain!

CHIP:
Can't stand you,
I can't stand you giving
Some fellow the eye,
Can't stand you
In the arms of another guy.

Who needs you? 
Need you to distraction,
Need you to this crazy,
Need you rain or shine.

AMBOS:
I'm the one who needs you,
And I think you're awful,
Awful nice to say you're mine...

OREMOS

Ave dulcíssima e imaculada Audrey Hepburn, cheia de graça,
o Lumiére é contigo.
Bendita és tu entre as atrizes
E bendita é o fotograma em que sempre estais.
Santa Audrey, princesa dos clássicos,
Rogai por nós, cinéfilos,
Agora e na hora da nossa sessão final.
Amém.

*Invejavelmente por J. Audaci Junior, cinéfilo, videasta e quadrinista destemido.

Estivemos fora do ar por problemas técnicos em nossos estúdios (falta de tempo). Voltamos com a nossa programação normal.
[ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish
MSN - renatofelix2002@hotmail.com