CASAIS QUE EU ADORO (V)


Anne & Mel

*Outros casais que eu adoro: I - II - III - IV

ED CONDÃO E O CASO DOS SAPATINHOS DE CRISTAL - CAPÍTULO IV

* Capítulo I aqui.
* Capitulo II
aqui.
* Capítulo III aqui.

Terceiro dia, sem novidades no caso. A princesa começava a ficar impaciente.

- Ouça, sr. Condão, não estou pagando todo esse dinheiro para que o senhor fique nesse escritório. Eu quero os meus sapatos! - disse ela, por telefone.

- Calma, majestade, não se exalte. Ontem mesmo eu tive avanços.

- Ah, é? Quais?

- Bem, eu liguei para uma garota de programas e...

- Como é que é?!

- Espera! É que...

Não deu tempo de terminar: ela bateu o telefone na minha cara. Embora levar um telefone na cara de uma princesa seja melhor do que do meu agiota, o resultado é o mesmo: era melhor eu cair fora porque dali a pouco alguns caras apareceriam para quebrar as minhas pernas. E não estou com saco hoje.

- Venha, Gretel, temos trabalho a fazer - disse para minha vassoura, quando passei pela antesala.

Ainda não havia muito onde procurar. "Cindy" era o nome que a tal "dançarina exótica" tinha dito ao telefone. Seriam colegas? Não custava nada procurar o nome dela nos classificados eróticos do jornal. Na verdade, custava cinco cents, e eu estava na lona, mas bati uma carteira no Beco Diagonal e resolvi o problema. Gretel me fitava com olhares de censura, mas ela que se danasse.

Não demorou muito. Estava lá: "Cindy. Jovem e pura. Faço de tudo. Você vai se sentir no mundo das fadas".

Liguei na mesma hora, aproveitando o cartão telefônico da carteira que bati. Marcamos numa estalagenzinha jeitosa para onde já tinha levado algumas suspeitas para alguns interrogatórios...

O combinado foi que eu esperaria no quarto, na penumbra. Tirei a roupa e esperei. Meia hora depois, a porta se abriu. E a perna mais espetacular que eu já tinha visto surgiu.

(continua)

JÁ ERA

Parece que agora é definitivo: o Enviada Especial se foi. E sem direito a reclamações ou súplicas.

Pelo menos, até a próxima intempestividade da dona, esperamos.

CRÍTICA/ "CABRA-CEGA"
 

Guerrilheiros humanizados

A ditadura parece um tema muito distante para quem não viveu nela. As coisas que aconteceram parecem ter se passado em outro país, que, por acaso, também fala português e se chama Brasil. Por isso, um filme como Cabra Cega (Brasil, 2005) já tem sua importância: ajuda a manter essa memória viva, dando cores e sons a ela, tornando-a familiar aos jovens.

Mas, felizmente, ele não vive só disso. É mesmo um filme muito bom, que não se deixa prender pelo lado meramente político ou denunciativo. Consegue dar textuta aos personagens, torná-los palpáveis. Ao mostrar a doçura de Rosa (Débora Duboc) como contraponto ao idealismo às vezes delirante de Thiago (Leonardo Medeiros), o filme humaniza os personagens e permite uma identificação com o espectador.

Thiago, que faz parte de uma organização que luta contra a ditadura, está isolado em um apartamento porque foi ferido numa ação. Rosa é seu contato com o mundo exterior e a relação entre eles - primeiro àspera e depois carinhosa - é o tema do filme, enquanto lá fora a repressão desmonta a organização de Thiago.

A opção formal pela câmera na mão e os cortes súbitos pode ser contestável, mas ao menos o filme não se perde num ritmo clipeiro e chega mesmo a ter cenas muito boas, com um uso inteligente da trilha sonora - como a revista que soldados fazem em um ônibus, ao som de “Teletema” ou no belo desfecho - meio Butch Cassidy (1969) ou Thelma & Louise (1991) - embalado por “Roda vida”. (Renato Félix)

Cabra Cega. Brasil, 2005.  ***1/2  Direção: Toni Venturi. Elenco: Leonardo Medeiros, Débora Duboc, JOnas Bloch, Michel Bercovitch.

A MULHER DO SÉCULO (IX)
Anos 2000: Monica Bellucci (1964) 

Em Malèna (2000) há uma cena em que uns garotos se alvoroçam e se alinham em um muro à beira da rua. O novato no grupo não entende por que – até Monica Bellucci passar em câmera lenta por eles. Ela não faz nada demais: só anda. E é inevitável: você se transforma em um daqueles guris, embasbacados. Não é exagero dizer que a diva italiana é a mais bela mulher do cinema mundial hoje. Suas formas inacreditavelmente perfeitas constituem uma razão mais do que justa para encarar uma bomba como Matrix Reloaded (2003). Mas ela fica ainda mais linda quando trabalha em filmes bem melhores como o polêmico Irreversível (2002), Asterix e Obelix – Missão Cleópatra (2002) e – ô, tentação – como a Madalena de A Paixão de Cristo (2004).

*Outras mulheres do século: Anos 1920 - Anos 1930 - Anos 1940 - Anos 1950 - Anos 1960 - Anos 1970Anos 1980 - Anos 1990

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