MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

"Perdi meu amor
- No Paraíso...
Dou tudo que eu tenho
- Por um aviso...
Seja sob o sol
- Ou debaixo de chuva (chuva)
A minha alma geme
Por você
- Geme-geme, uhhhh...
Por você
- Geme-geme, ahhhh..."

"Mais uma de amor (geme-geme)", Blitz (1982)

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE IV
Com a noite de autógrafos do 
Almanaque Anos 80, com a presença da co-autora do livro, Mariana Claudino!
Sábado, dia 23 de julho, no Parahyba Café.
Das 20h30 às 21h30, entrada franca. A partir das 21h30, ingressos a R$ 3.

O VERÍSSIMO CONCORDOU COMIGO!

* Essa é especial para o meu amigo Astier!

Um Trem em chamas
Luís Fernando Veríssimo
(em O Estado de São Paulo, 21/7/2005)

Neoconservadores de outro planeta decidem invadir a Terra atrás dos seus recursos naturais, só por maldade ou para livrar o mundo do Tom Cruise.

Qualquer uma destas hipóteses serve para explicar o ataque dos extraterrestres no extraordinário novo filme do Spielberg. Nunca ficamos sabendo de onde eles vêm e o que eles querem, além de nos pulverizar. Não há ultimatos, eles já chegam atirando. Não há cenas do ataque no restante do mundo ou de autoridades internacionais reunidas para planejar a resistência. O filme concentra-se nos Estados Unidos, ou na pequena parte do país representada por Cruise, sua família e sua circunstância. Spielberg sempre faz isso. Nos seus filmes, coisas fantásticas ou aterradoras acontecem ao redor de uma situação doméstica que nunca deixa de ser o centro da narrativa, e que no fim sempre se impõe ao resto. Em A Guerra dos Mundos ele consegue, ao mesmo tempo, destruir a Terra na nossa cara com o melhor uso de efeitos especiais digitalizados já feitos no cinema, e nos dar a impressão de que o caos está acontecendo nas margens da experiência familiar, mais entrevisto do que visto. Clarões atrás de um morro são os únicos sinais de uma batalha terrível com as máquinas invasoras da qual carros de combate emergem semidespedaçados, em fuga. A própria movimentação do Exército americano enfrentando os extraterrenos não merece muita atenção da câmera. É apenas mais um detalhe de fundo, e da impotência generalizada. Quase sempre vê-se mais a conseqüência da ação do que a ação. De repente, um trem em alta velocidade e totalmente em chamas atravessa a tela durante uma cena de horror, dando-nos uma visão impressionante de um horror ainda maior em outro lugar.

O filme testa nossa capacidade de agüentar o Tom Cruise permanentemente em cena - a câmera não o abandona por um segundo - e tem seus aborrecimentos, como uma longa seqüência num porão que poderia ter sido podada.

Mas é um ótimo Spielberg, o que significa cinema no mais alto grau de invenção visual e emoção. Até sua ausência de sentido, a não ser para os mais diligentes caçadores de mensagens, funciona a favor do filme e do nosso prazer juvenil em vê-lo. Os extraterrestres não nos trazem nenhuma lição: nos liquidam, aparentemente, de nojo gratuito. Não provocam nenhuma resistência inspiradora num mundo unido contra um inimigo comum: nos comportamos abjetamente sob ataque. Estamos de volta aos bons tempos em que os raios da morte eram raios da morte, não metáforas, e o terror acabava na saída do cinema.

CRÍTICA/ A PESSOA É PARA O QUE NASCE

Sem atrapalhar a história

Um bom documentário muitas vezes começa com uma grande história. É o caso de A Pessoa É para o que Nasce (Brasil, 2005), em que o diretor Roberto Berliner prestou atenção a três velhinhas de Campina Grande e percebeu que ali tinha uma história especial. E aí, prestou mais atenção ainda a elas desde então e fez um curta sobre elas e, agora, este longa.

Como registro, é fenomenal. Berliner resgata a trajetória das senhoras cegas que pediam esmola cantando nas ruas de Campina Grande através de imagens e reportagens das décadas de 1960, 1980 e 1990. Como começou a filmá-las em 1998, ele completou esse registro que já existia espontaneamente.

O longo processo de filmagem acabou criando uma intimidade entre diretor e personagens que modificou decisivamente a vida delas e dele, Berliner. Por isso, não é de estranhar que ele apareça tanto, até em situações bem delicadas. A Pessoa É para o que Nasce também é uma cinebiografia de si mesmo.

O filme também não precisa de grandes vôos narrativos para encantar. O diretor parece saber a força do tema que tem em mãos e o registra com o máximo da naturalidade. É mesmo comovente ver a entrega de Poroca, Maroca e Indaiá ao registro de suas vidas e a beleza do filme vem muito daí.

Ah, e tem a cena da nudez em Tambaba. Poderia ser ofensivo, mas na verdade acaba existindo uma pureza no ar, quase como se fossem bebês tomando banho. Um trabalho de direção louvável. (Renato Félix)

A Pessoa É para o que Nasce. Brasil, 2005.  ***1/2  Direção: Roberto Berliner.

EU ESTOU AVISANDO...

Essa imagem aí é do São Paulo Fashion Week, de janeiro, diretamente do blog Não é Nada...:

É isso mesmo: uma saia balonê. A moça do blog, que, pelo que vi, entende de moda (e é da geração anos 1990), tem mostrado suas preocupações:

- "Diretamente do São Paulo Fashion Week, um modelo de Caio Gobbi, uma temida saia balonê". (janeiro)
- "Eis um comentário de moda que venho temendo há algumas estações: 'Os shorts e bermudas balonê da Zoomp, usados por Isabeli Fontana e Carol Ribeiro, são sensacionais'. Pior só se eu chegar a ver alguém usando qualquer peça balonê no meio da rua, ou quem sabe, na faculdade. Aí sim, o mundo estará perdido." (janeiro)
- "E hoje termina mais uma edição da São Paulo Fashion Week. E eu ainda consigo ficar pasma com os anos oitenta que estão querendo tomar espaço. Mas vai lá, teve muita coisa legal de quando eu ainda via a moda através da ótica da minha mãe". (julho)

Sem qualquer juízo de valor, eu só gostaria de lembrar que eu avisei: até a moda dos anos 1980 acabaria tendo sua parcela de retorno - não iria demorar para os estilistas a recolocarem nas passarelas (viu, Juliana?). Já falei essa teoria mil vezes: a geração de uma década acha a década anterior de extremo mal gosto, mas a da década seguinte já começa a achá-la bem bacana.

Outra teoria é: se a calça boca-de-sino e a moda hippie (que merecem um adjetivo bem da sua época: cafona) voltaram, meu filho, absolutamente tudo pode voltar. 

MOMENTO "80 MÚSICAS DOS ANOS 1980"

"Well I hear the music, close my eyes, feel the rhythm
Wrap around, take a hold of my heart

What a feeling! Bein's believin'.
I can't have it all, now I'm dancin' for my life.
Take your passion and make it happen!
Pictures come alive, you can dance right through your life"

"Flashdance... What a feeling", Irene Cara (1983)

Festa 80 MÚSICAS DOS ANOS 1980 - PARTE IV
Com a noite de autógrafos do 
Almanaque Anos 80, com a presença da co-autora do livro, Mariana Claudino!
Sábado, dia 23 de julho, no Parahyba Café.
Das 20h30 às 21h30, entrada franca. A partir das 21h30, ingressos a R$ 3.

SEÇÃO DE CARTAS

Mariana: Mari, é que aqui no UOL Blog os links para mensagens anteriores pegam sempre uma semana inteira. Assim, as declarações de I a IV estão na mesma página. Mas vou tentar resolver isso:
- Declarações de amor preferidas de I a IV: aqui.
- De V a VIII: aqui.
- IX: aqui.
- X: aqui.
- e XI: aqui.
E aproveito para dizer pra todo mundo que já viu as outras declarações, que agora todas elas têm fotos. Podem olhar de novo.

Ana Felippe: Ei, Ana! Música baranga dos anos 1980 pra mim é de Gretchen e Menudos pra lá...

Magali: Mag, eu já li que você não vem no seu comentário e no e-mail que você me mandou. Mas aaaaahhh!...

Amelie: Cara Amelie, que comentou no post "Decentemente beijada": tentei mandar um e-mail agradecendo as palavras gentis, mas não consegui. O e-mail voltou. Posso tentar de novo depois, mas se passar por aqui de novo, obrigado, tá?

Eliz: E você costuma vir aqui, é? Que bom! Eu nem sabia... Quem mais estará por aí silenciosamente?...

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (XII)

Ally McBeal (Ally McBeal, 1997). Episódio: "Sozinha novamente". Direção de Dennis Dugan; roteiro de David E. Kelley.
* Esta lista é só para filmes de longa-metragem, mas faço aqui uma honrosa exceção.

 

O advogado John Cage (Peter MacNicol) e sua colega Ally McBeal (Calista Flockhart) estão defendendo Vincent Robbins (Dabbs Greer), um homem de 72 anos que está preso há 18 anos e, faltando um mês para ser libertado, tentou fugir. Ele planejou construir uma cama elástica e pular por cima do muro da prisão - mas demorou os 18 anos para reunir todos os elásticos necessários para tecer uma colcha com eles para a cama elástica. A promotora é Hayley Chisholm (Cynthia Stevenson), antiga colega de faculdade de Joh e sua melhor amiga. Ally não demora a perceber que o colega sempre foi apaixonado por Hayley e o incentiva a arriscar e revelar seus sentimentos, o que ele nunca fez - até a hora da argumentação final do julgamento, diante do júri.

JOHN (para o júri) - Ele precisava pular o muro. 18 anos. Juntando aqueles... elásticos. Para sobreviver na prisão, é preciso esperança. E por quase duas décadas, ele concentrou toda a sua esperança em um único momento. E quando aquele momento finalmente chegou... como não poderia aproveitá-lo?

Ele pára e caminha mais um pouco, pensando.

JOHN - Na questão da esperança, muitas pessoas secretamente desejam que esse momento nunca se apresente porque, se isso acontecer, bem, há a chance da esperança ser frustrada. Eu conheci um homem que estava apaixonado por uma mulher, que é sua melhor amiga.

Ally percebe que John não está falando apenas de Vincent Robbins.

JOHN - Mas nunca ousou dizer-lhe... por medo... de ela não ter os mesmos sentimentos. Por medo de perder sua melhor amiga.

Hayley começa a perceber algo que nunca tinha passado por sua mente.

JOHN - Acho também que nunca disse a ela porque... Bem, algumas vezes, a beleza de não saber... A esperança vive. Mas a coragem. A coragem é quando chega a hora de pular e você pula. Coragem é saber que não pode não pular. Em algum lugar lá fora, há um homem com o coração... talvez partido... certamente não, mas não contente... que desejaria ter conhecido Vincent Robbins. Talvez as coisas fossem...

Ally e Hayley, cada uma em seu lugar, estão absolutamente surpresas e sem saber o que pensar.

JOHN - Ele saudaria Vincent Robins. Sim, saudaria.

*Outras declarações de amor preferidas: I - II - III - IV - V - VI - VII - VIIIIX - X - XI

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