ENTREVISTA (COLETIVA?) (II)

- Dê um exemplo de um filme muito bom injustiçado.
- A Fogueiras das Vaidades, de Brian DePalma, pode não ser um divisor de águas, como é o livro do Tom Wolfe em que se baseou, mas não merecia ser execrado como foi na época do lançamento...

ENTREVISTA (COLETIVA?)

O Jornal da Paraíba trouxe uma entrevista interessante hoje, com o escritor e quadrinista brasileiro Lourenço Mutarelli. Mais do que as respotas, as perguntas é que foram bem interessantes. Como todas versavam sobre literatura, logo a equipe - leia-se André, Astier e eu - pensou que ela poderia ser reproduzida em algumas outras artes, como - óbvio - o cinema.

Vou transmutá-la aqui aos pedacinhos, dia a dia (pra não ficar muito grande e não encher o saco de ninguém - são umas 25 perguntas). Quem quiser responder, também, não se reprima. A idéia é essa, mesmo.

Que filme você mais revê?
Acho que o filme que mais revi na vida deve ser Cantando na Chuva, o musical de Gene Kelly e Stanley Donen. Quando estou muito triste ou deprimido, sempre o assisto. Ele me renova as energias, sempre funciona.

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (XIII)

Casablanca (Casablanca, 1942). Direção de Michael Curtiz; roteiro de Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch, baseado na peça Everybody Comes to Rick's, de Murray Burnett e Joan Alison.

Em Casablanca, Rick Blaine (Humphrey Bogart) reencontra sua antiga paixão, Ilsa Lund (Ingrid Bergman). Ela aparece casada com Victor Lazlo (Paul Henreid), líder da resistência contra os nazistas. Eles estão em busca de salvos-condutos que garantiriam uma fuga segura e que foram parar nas mãos de Rick. O amor renasce e Rick e Ilsa planejam contar de sua paixão a Lazlo no aerporto antes dele partir. Perseguodos, eles levam o capitão Renault (Claude Rains) sob a mira de uma arma e Lazlo sai para acompanhar um guarda que embarca a bagagem.

RICK - (para Renault) Se não se importa, você escreve os nomes. Isto vai deixar mais oficial.

RENAULT - Você pensa em tudo, não é?

RICK - Os nomes são Sr. e Sra. Victor Lazlo.

Ilsa e Renault olham para Rick, atônitos.

ILSA - Por que meu nome, Richard?

RICK - Porque você vai pegar aquele avião.

ILSA - Eu não entendo. E você?

RICK - Eu fico aqui com ele até o avião estar a salvo.

ILSA - Não, Richard, não. O que aconteceu com você? A noite passada você disse...

RICK - ...A noite passada nós dissemos muita coisa. Você disse que eu deveria pensar por nós dois. Bem, eu fiz isso desde então e tudo leva a uma coisa: você pegando aquele avião com Victor, a quem você pertence.

ILSA - Mas Richard, não, eu, eu...

RICK - ...Você tem que me ouvir. Tem idéia do que espera você se ficar aqui? Nove chances em dez de irmos para um campo de concentração. Não é verdade, Louis?

RENAULT - (assinando os papéis) Temo que o Major Strasser insistiria.

ILSA - Você está dizendo isso apenas para me fazer ir.

RICK - Estou dizendo porque é verdade. Dentro de nós, ambos sabemos que você pertence ao Victor. Você é parte da vida dele, o que faz ele prosseguir. Se o avião partir e você não estiver nele, você vai se arrepender.

ILSA - Não.

RICK - Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas breve, e pelo resto da sua vida.

ILSA - Mas e quanto a nós?

RICK - Nós sempre teremos Paris. Nós não a tínhamos, a tínhamos perdido até você vir a Casablanca. A recuperamos a noite passada.

ILSA - E eu disse que nunca deixaria você...

RICK - E nunca deixará. Mas eu tenho um trabalho a fazer também. Para onde eu vou, você não pode seguir. Do que eu vou fazer, você não pode tomar parte. Ilsa, não sou bom em ser nobre, mas não é difícil ver que os problemas de três pessoas não são mais que um monte de feijões neste mundo louco. Algum dia você vai entender isso. Agora, agora...

Os olhos de Ilsa estão cheios de lágrimas. Rick põe sua mão no rosto dela.

RICK - Estou de olho em você, garota.

*Outras declarações: I a IV; V a VIII; IX; X; XI; XII.

NUM CERTO SÁBADO DOS ANOS 1980...


Parte do Parahyba Café

Eliane, André, Mariana, eu, o livro e - tchrã! - um Gênius!

Parahyba Café, sábado, 23 de julho de algum ponto dos anos 1980. Bom, não era, mas quase. As pessoas voltaram no tempo na festa de sábado e foi muito bonito de ver. Foi uma festa ótima por vários motivos:

1 - Muita gente, e muita gente que não era da nossa turma. Ou seja: que viram no jornal e foram por causa do livro, ou da curtição mesmo. Teve até um cara - que eu não conheço - que levou um genius!

2 - Já tinha gente lá muito cedo. Coisa de 22h o bar já estava lotado de passar pelas pessoas se espremendo.

3 - As pessoas se divertiram muito. Já estavam dançando enquanto estávamos mostrando os clipes, que era só um passatempo enquanto a Mariana Claudino autografava o Almanaque Anos 80, na galeria ao lado. Os clipes foram projetados na parede, não estavam editados (ou seja, tínhamos que tirar DVD, colocar DVD, tirar DVD, colocar DVD...), foram projetados na parede (acima da porta), mas o pessoal nem ligou. E quando apareceu o menu de um VCD com vários artistas, as pessoas enlouqueceram. "Bota Sandra! 'Maria Magdalena'". "Bota a 10!". Teve um casal que subiu até onde eu estava: "Pelo amor de Deus, bota Alphaville!". Botei.

4 - Continuação da anterior. Só que na hora dos CDs: o pessoal cantou junto várias músicas. Algumas até improváveis, como "Mamma Maria", do Grafite. Ah, e alguém me perguntou quem cantava "Eu sou free" e minha memória falhou e eu disse Afrodite Se Quiser. Mentira: é o Sempre Livre.

5 - E a Mariana gostou. Era uma responsabilidade muito grande pra mim fazer com que nosso eventinho estivesse à altura do livro. Mas acho que demos conta do recado. Ela terminou a noite dizendo "Tem muita festa em São Paulo que não chega aos pés dessa". Descontando a enorme gentileza, fiquei feliz. Acho que muita gente ficou feliz aquela noite, o que foi muito bom.

*Agradecimentos (em meu nome e no da Eliane, que co-pensou e co-produziu tudo comigo): a Aline, fiel tudo, sempre alerta; ao André Cananéa, pela força na gravação dos CDs; ao Eduardo, pela matéria-prima das músicas; à Música Urbana, que gem]ntilmente mais uma vez cedeu as capas de LPs com que decoramos a festa (estão lá à venda, viu, gente?); ao Bob e ao Marcone, do Parahyba Café, por razões óbvias; à Usina Cultural, que abriu a galeria pra gente; ao Sesc (e ao Chico Noronha e ao Tarcizo), que gentilmente emprestou o projetor e o DVD; ao Rizemberg Felipe, que fez as fotos oficiais; a Mariana, pelo livro e por se divertir com a gente; e a todo mundo que foi lá e também se divertiu conosco...

**As fotos (mais de 50, incluindo essas aí de cima) estão no site do Rizemberg Felipe.

***Algumas pessoas tiraram fotos comigo em suas próprias máquinas. Gente, me mandem!

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