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Mais novidades para o Circuito dos Blogues:

- Eu e a moda somos como o Marcelo Camelo e o Chorão do Charlie Bown Jr.: entidades que dificilmente estarão juntas em um mesmo ambiente - e, quando se encontram, sai porrada. Mas uma oportunidade bem simpática de aproximação é o Jornalismo de Moda, da Dayse Oliveira. Como sei que há quem leia esse blog que goste do assunto, mais do que recomendo. Até porque a moça entende do assunto e o texto é muito bom - quem leu a colaboração dela para o JP recentemente, já sabe.

- É pura coincidência o fato de eu ter voltado a falar de futebol aqui (na verdade, achei que deveria diversificar os assuntos do MVC), mas o nobre Bosco, o torcedor mais apaixonado do Santa Cruz que eu conheço (considerando que eu morei sempre no Rio e em João Pessoa...) fundou o Futebol e Outras Histórias. Ele também investe no acompanhamento do futebol paraibano, na primeira divisão, em crônicas sobre o esporte e outros temas (até política tem). Em Pernambuco, eu sou Náutico, mas, do alto da minha flamenguice, passarei a ir lá sempre.

DE MÉDICO E LOUCO...

Deu nas agências de notícias. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, fala sobre o zagueiro Junior Baiano, que foi reintegrado ao time:

– Ele é maluco, mas quando coloca a cabeça no lugar é bom jogador. Mas ele é desmiolado.

Meu amigo, desmiolado é quem contrata esse grosso!

CLUBE OITENTISTA

O lançamento estes dias de Clube dos Cinco (1985), filme de John Hughes, é mais uma prova definitva de como o cinemão caiu de qualidade nos anos 1990. Ora, vejam só: até os filmes adolescentes eram bastante interessantes. Ou, pelo menos, uma parte significativa deles.

Clube dos Cinco não é uma comédia. É um drama sobre cinco jovens muito diferentes entre si que estão cumprindo uma suspensão escolar: numa manhã de sábado lá, eles passam em revista suas vidas e modos de ser. É leve, claro, mas quem foi que disse que um filme precisa ser pesado para ser um bom drama?

Os cinco eram os sumidos atores Emilio Estevez, Ally Sheedy, Judd Nelson, Anthony Michael Hall e, claro, Molly Ringwald. Molly era o símbolo máximo desses filmes: não era muito bonita, mas encantava pela personalidade. Parece pouco, mas assim ela foi capa da Time.

Ela fez uma série desses filmes: Gatinhas e Gatões (1984), A Garota de Rosa-Schocking (1986) e O Rei da Paquera (1987). Com exceção de Clube dos Cinco, no qual faz uma patricinha, é sempre uma moça sem grana, apaixonada pelo galã do colégio que nem sabe que ela existe, mas que consegue conqusitá-lo depois de mostrar que há mais do que beleza externa no mundo.

Não por acaso, muitos desses filmes foram dirigidos por John Hughes. Ele produziu, escreveu e dirigiu Clube dos Cinco e mais um punhado dos filmes adolescentes da década. Também assumiu as três funções em Curtindo a Vida Adoidado (1986), que, apesar do péssimo título em português, pode ser considerado a obra-prima do subgênero.

Com Matthew Broderick no papel principal, mostra o dia de folga que um estudante resolve tirar com sua namorada e seu melhor amigo. Eles passeiam por Chicago, tomando cuidado para não serem descobertos pelos pais ou pelo diretor da escola. A narrativa, que passeia entre a metalinguagem e o clipe, não é menos que brilhante.

As comédias eram engraçadas, mas Hughes tinha o olhar sensível para mostrar que o mundo não é sempre uma festa - mesmo que fossem assuntos de todo dia, como um amor de colégio, a separação dos pais, uma amizade partida. Ou seja: assuntos da vida de quem estava assistindo os filmes.

Hughes chegou até mesmo, no final da década, a acompanhar o crescimento de seu público - e escreveu e dirigiu Ela Vai Ter um Bebê (1988), mostrando os medos e alegrias de um jovem casal (Kevin Bacon e Elizabeth McGovern) às voltas com a primeira gravidez.

Em outros "núcleos" também se faziam bons filmes. Picardias Estudantis (1982) praticamente começou a onda (embora Gatinhas e Gatões, dois anos depois, a consolidasse). Com Sean Penn e Jennifer Jason Leigh no elenco, começava como uma comédia estudantil no estilo que o título promete. Mas logo envereda por assuntos como, por exemplo, a gravidez na adolescência.

O que são os filmes adolescentes hoje? Atualizações de Porky’s, como a série American Pie, ou filmes de terror, como Casa de Cera (2005). Isso também existia nos anos 1980, mas onde estão, hoje, as comédias e dramas com alguma sensibilidade? (Renato Félix)

*Minha coluna, publicada hoje no Jornal da Paraíba.

Bom, foi 0 a 0. Não foi essa coca-cola toda, mas pelo menos, parece ter sido de igual para igual. Quem sabe o Andrade não tem razão?

Neste momento na tevê: Cruzeiro e Flamengo, em Belo Horizonte. Me lembro agora de uma declaração esta semana do grande Andrade (treinador do time e o jogador mais vezes campeão brasileiro: quatro pelo Fla, uma pelo Vasco - pecado este que já foi perdoado):

- Quero o Flamengo com a mentalidade de time grande. Temos toda a condição de ganhar do Cruzeiro lá.

Alguém tem que avisar ao coitado que esse Flamengo não é o time em que ele jogou nos anos 1980. Não tem Zico, Adílio, Junior, Leandro...

DE FLASH GORDON A SEINFELD

Domingo foi dia de ver coisas no DVD. Pela manhã, vi Volte para Casa, Snoopy (1972), que é muito bom, embora mais triste que o habitual e falta "aquela" música jazz na trilha sonora, substituída por canções que não são ruins, mas tiram um pouco do tom cool do universo de Charles Schultz.

À noite, foi a vez de uns sete ou oito episódios de Liga da Justiça Sem Limites: impressionantes como aquela turma (Paul Dini, Bruce Timm & cia) conseguiram manter o nível excelente da série com aquela - desculpe o trocadilho - superpopulação de personagens. Até personagens de segunda como a Zatanna ou o Questão aparecem bem na série. Completando a noite, dois epísódios do antológico seriado Flash Gordon no Planeta Mongo (1936). Do tipo: "Será que nosso herói escapa dessa armadilha? Não perca o episódio da próxima semana!". E a gente não vai perder!

Mas o filé mignon foi mesmo a primeira temporada de Seinfeld (obrigadis, André). Ri a valer com os cinco episódios da primeira temporada. Não sei exatamente qual é a graça do seriado. Acho que ele consegue traduzir para a tela alguns absurdos que a gente vive mesmo. Os personagens são muitíssimos carismáticos e têm um charme extra: a tiragem de onda desenfreada com os amigos, coisa que, para um gozador cósmico, é uma arte. Os momentos de stand-up comedy do Jerry Seinfeld também são brilhantes. Aqui, uns trechinhos das apresentações dele:

"Dia de lavar roupa é o único dia excitante... na vida das roupas. Não, pensem a respeito: a máquina de lavar é a boate das roupas. É escura, com bolhinhas, e todos estão dançando por todo lado. A camisa pega a roupa íntima: 'Vem cá, meu bem, vamos lá'."

"Mostram na TV detergentes para tirar mancha de sangue. Não é uma imagem violenta? "Mancha de sangue"?! Vamos lá: se você tem mancha de sangue na camisa, lavar roupa pode não ser seu maior problema no momento! Você pode ter que tirar o arpão do peito antes!"

MINHAS DECLARAÇÕES DE AMOR PREFERIDAS (XIV)

Simplesmente Amor (Love Actually, 2003). Direção e roteiro de Richard Curtis.

 

Juliet (Keira Knightley) e Peter (Chiwetel Ejiofor) são recém-casados. Apesar de ajudar no que pode, durante a cerimônia de casamento e os dias que se seguem, o melhor amigo de Peter, Mark (Andrew Lincoln), parece ter muitas reservas com relação à noiva. Até o dia em que ela descobre que Mark, na verdade, é apaixonado por ela e, por isso, tenta evitar a todo custo um maior contato com ela. Na noite de Natal, Peter e Juliet estão em casa assistindo tevê, quando a campainha toca. Juliet vai atender. Quando abre a porta, Mark está lá.

JULIET (primeiro surpresa, e depois sorrindo)- Oh. Oi!

PETER (lá da sala) - Quem é?

Com um aparelho de som portátil numa mão e um monte de cartazes na outra, ele faz sinal de silêncio. E mostra um cartaz.

"Diga 'côro de Natal'".

Curiosa, sem entender bem o que está havendo, ela obedece.

JULIET - É um côro de Natal!

PETER (lá da sala) - Dá uma libra pra eles e os mande embora!

Mark põe o aparelho de som no chão e liga. A música é um côro cantando "Silent night" (ou "Noite feliz"). Ela aguarda para ver o que acontece. Ele tira o cartaz da frente e mostra outro, que está atrás. E faz isso sucessivamente.

"Com sorte, no ano que vem..."

"...estarei saindo com uma dessas garotas..."

O cartaz seguinte mostra fotos de supermodelos. Ela dá uma risadinha, mas segura o riso e espera o que vem a seguir.

"Mas, por enquanto, me deixe dizer..."

"...sem esperanças nem planos..."

Ela agora, mais séria, apenas aguarda.

"...só porque é Natal..."

"...(e no Natal se fala a verdade)..."

"...que, para mim, você é perfeita"

  

Ela olha para ele, algo desconcertada. Ele, ao contrário, está calmo e seguro de si.

"...E meu coração arrasado amará você..."

"...até que você fique assim..."

O cartaz seguinte mostra uma múmia egípcia. Juliet dá outra risadinha.

"Feliz Natal"

Ela sussura de volta.

JULIET - Feliz Natal...

Era o último cartaz. Mark faz apenas um sinal de positivo com as mãos, recolhe tudo rápido e vai embora pela rua. Não demora, Juliet corre atrás dele. E o beija levemente. E, sem palavras, agradece tanto amor.

Depois, ela corre de volta para casa. E ele segue seu caminho.

MARK - Chega. Agora chega.

Rapidinho: ainda bem que a Pops tirou os comentários no blog dela. Porque eu ia ter MUITO o que comentar esses dias...
CRÍTICA/ A ILHA

The Island The Island

Como desperdiçar uma boa idéia 

A Ilha (The Island, EUA, 2005) é a premissa desperdiçada do ano. Começa com um ambiente futurista: uma cidade isolada do mundo e asséptica, com sobreviventes resgatados de uma contaminação global e à espera de ir para a tal “ilha”, onde estariam definitivamente a salvo. Logo, descobrem que não é nada disso: eles são clones, que estão ali meramente à espera de que o “modelo original” precise de algum órgão.

A discussão é atualíssima e a primeira meia hora, se não é original em sua ambientação, ao menos lembra histórias importantes na linha das sociedades futuristas opressoras, como THX-1138 (1971), Brazil - O Filme (1985). E um elenco com Ewan McGregor, Scarlett Johansson e Steve Buscemi ajuda.

Mas, logo A Ilha mostra o que é de verdade: um filme de Michael Bay, o diretor que cometeu Armageddon (1998) e Pearl Harbor (2001). A busca pela verdade do casal principal entra numa espiral de correrias e cenas de ação pretensamente espetaculares que esvaziam rápido a história e só a tornam mais um filme de ação óbvio e sem personalidade.

O bom elenco não tem muito o que fazer em um filme em que o diretor acha que tensão é só câmera balançando e para ressaltar momentos importantes é preciso sempre fazer uma panorâmica em volta dos atores. Limitadíssimo e com uma história que poderia ser um Intriga Internacional da ficção científica, mas entrega o jogo logo no começo, Bay coloca tudo a perder. Pelo menos, mostra por A+B como um diretor faz toda a diferença em um filme. (Renato Félix)

A Ilha. The Island. Estados Unidos, 2005.  **  Direção: Michael Bay. Elenco: Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Djimon Hounsou, Sean Bean, Steve Buscemi, Michael Clarke Duncan, Ethan Phillips.

VERDADES

Pior do que ser dispensado porque o amor acabou ou porque um amor maior apareceu, é ser dispensado sem motivo algum.

Certas dores simplesmente não passam. Ficam incubadas e de vez em quando voltam. Motivadas por uma música, uma foto ou um profile do Orkut aparecendo entre as entradas recentes.

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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish
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