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Os devaneios adoráveis da Anna Carolina Queiroz estão de endereço e nome novos. Ou seja, o que antes era (e ainda é) a Unidade de Terapia Intensiva passa a ser o... Bem, na verdade, não vi nome nenhum, mas, pelo endereço, deve ser Without Sin. Todos a ele, então.

CASAIS QUE EU ADORO (VIII)

Modern Times [14 kb]
Paulette & Charlie

*Outros casais que eu adoro: I - II - III - IV - V - VI - VII

CRÍTICA/ ÁGUA NEGRA

Dark Water Dark Water

O terror dentro da mente

O filme hollywoodiano de Walter Salles, Água Negra (Dark Water, EUA, 2005) não é o melhor do diretor, mas também está longe de ser ruim. A matéria-prima era mais um exemplar do “terror japonês”, mas Salles e o roteirista Raphal Yglesias o transformaram em algo bem mais parecido com um terror psicológico, como O Bebê de Rosemary (1968).

Não há tanto com o que se assustar no filme, que prefere manter uma tensão e um desconforto constantes. As outras refilmagens do gênero também tentaram seguir esse caminho, mas acabaram sendo apenas apáticos. Isso não acontece em Água Negra, que ganha muito graças à excelente trilha de Angelo Badalamenti (compositor preferido de David Lynch).

O filme também é inteligente ao deixar em dúvida as verdadeiras razões para os barulhos estranhos e a misteriosa água negra que desce do teto do apartamento onde Dhalia (Jennifer Connelly) vive com a filha. Será que as duas são loucas? Ou realmente é um fenômeno sobrenatural?

A boa atuação de Jennifer e da menininha Ariel Gade, apoiadas por coadjuvantes muito competentes, também são eficazes para manter o mistério. E também tem todo o drama pessoal da protagonista que, sem dúvida, contribui para tornar o filme melhor do que um mero filme de sustos previsíveis e mortes em série, que é o que o gênero terror tem apresentado.

Com isso, Água Negra pode não ser um grande filme de terror. Mas é um bom filme, independente do gênero. Salles não se saiu mal, de jeito nenhum. (Renato Félix)

Água Negra. Dark Water. Estados Unidos, 2005.  **  Direção: Walter Salles. Elenco: Jennifer Connelly, John C. Reilly, Tim Roth, Dougary Scott, Pete Postlethwaite, Ariel Gade, Camryn Manheim, Perla Haney-Jardine, Shelley Duvall.

CRÍTICA/AMOR EM JOGO

Fever Pitch Fever Pitch

Empate bem morno

Amor em Jogo (Fever Pitch, Estados Unidos, 2005), dos irmãos Bobby e Peter Farrelly não é exatamente ruim. A produção, naturalmente, é bem cuidada, se empenha em ganhar o público apostando em bons sentimentos e Drew Barrymore está linda como poucas vezes antes. Mas o filme tem um problema insolúvel: não consegue fazer com que o espectador compartilhe da paixão de Ben (Jimmy Fallon) pelo seu time de beisebol do coração - no caso, os Red Sox, de Boston.

E isso não tem a ver com o jogo, que ninguém fora dos Estados Unidos ou de Cuba entende, mas com o filme, que não convence. Mesmo sem entender patavina sobre o esporte, é possível se encantar por ele em filmes como Campo dos Sonhos (1988), por exemplo. Ou sentir a adrenalina do futebol americano, em Um Domingo Qualquer (1999), de Oliver Stone.

Amor em Jogo não tem nada disso. Prefere ver o amor pelo esporte como uma infantilidade de Ben, causada meio que por um trauma de infância e não como um sentimento legítimo - e aí, o filme desanda. Logo, todo o complicado conflito que poderia se desenhar entre Ben e sua namorada, Lindsey (Drew), não tem razão de ser: basta que ele caia na real - porque ela, desde o início, já mostra ser compreensiva.

Partindo disso, as piadas em torno do "choque cultural" não funcionam em nenhum momento. Há mais paixão verdadeira pelo esporte nos pequenos comentários de Woody Allen sobre seu time de basquete preferido, de passagem pelos filmes, do que em todo Amor em Jogo. E esse choque cultural está bem melhor mostrado, por exemplo, em Como Perder um Homem em Dez Dias (2003) - na seqüência em que Kate Hudson atrapalha de propósito o pobre Matthew McConaughey enquanto ele tenta assistir a um jogo de basquete. >

Ou seja, a matéria-prima era boa (baseada no livro Febre de Bola, do inglês Nick Hornby, que era sobre futebol), mas os irmãos Farrelly não souberam o que fazer com ele. Aliás, sua mudança de tom é visível: em uma cena, Lindsey tem um acesso de vômitos, mas só ouvimos o que está acontecendo no banheiro e acompanhamos a reação de Ben - em outros tempos, os Farrelly nos fariam ver tudo de perto e, talvez o vômito até espirasse no cabelo de algum personagem.

Ao mostrar que só conseguem fazer graça quando o assunto é grosseria, eles vão confirmando que não têm tanto talento assim quanto alguns achavam na época de Quem Vai Ficar com Mary? (1998).

Amor em Jogo. Fever Pitch. Estados Unidos, 2005. ** Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly. Elenco: Drew Barrymore, Jimmy Fallon, Jack Kehler, Scott Severance, Ione Skye, KaDee Strickland, Marissa Jaret Winokur, JoBeth Williams, Stephen King.

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