DENTUCINHA BLOGUEIRA

Essa é pra quem gosta muito da Turma da Mônica (e não é pouca gente): o Paulo Back, roteirista dos Estúdios Maurício de Sousa, criou um blog para comentar as revistas e badulaques da Turma da Mônica nos anos 1970 e 1980. Ele publica a capa do gibi e comenta as historinhas - uma delícia saudosista. Revista da Mônica já está aí do lado e estará, com honras de estado, no Circuito dos Blogues.

Para dar um gostinho:

Sou a Mônica, Sou a Mônica.

Aqui mostra bem como foi a evolução da Mônica no decorrer dos anos. Lenta e gradual. O interessante é ver que ela não foi criada do jeito que conhecemos hoje, sem dedão do pé, bidimensional e com cabelos de banana. Ela ocorreu naturalmente. pode-se dizer que a Mônica 'se deixou fazer'.
1 - A primeira Mônica apareceu como a irmãzinha invocada do Zé Luis numa tirinha do Cebolinha em 1963 ( o coitado já apanhava no final ). As características já estavam ali: Era forte, briguenta e carregava seu coelhinho de pelúcia. Detalhe: O cabelo era apenas escorrido, ela usava sapatos, tinha 'papada' e o vestido tinha bolsinhos.
2 - Para aproveitar melhor o tempo e fazer desenhos mais rápidos, é natural que o Mauricio começasse a simplificar os traços. Sumiram os detalhes da roupa, e o cabelo começou a ter um certo toque bidimensional, escorridos só para um lado.
3 Mais uma simplificada. Os cabelos viraram uns traços grossos e sumiram os sapatos. Aqui está um ponto a ser comentado. Ao meu ver, A Mônica, Cascão e Magali NÃO andam descalços ( e tem dedôes sim ). Isso apenas não está explícito. Ah, e naquele tempo a Mõnica era realmente baixinha. Olhem a proporção dela ao lado do Cebolinha.
4 - mas próxima do que conhecemos hoje, os dentes ainda eram quadrados e do cabelo, ficaram só 4 'bananas'.
5 Um cabelo com 5 bananas, como é até hoje, porém, as formas ainda eram cheias de ângulos. A Mônica só ficou redondinha do jeito que conhecemos no final dos anos 70... e aí está: a nossa Mônica.

BEM ACOMPANHADO, HEIN?


Entre a Eliane e a Giselle, na festa de aniversário da Ruth Avelino.
No Parahyba Café, 29 de agosto
Foto de Rizemberg Felipe. Visitem o site, agora também com matérias da nossa querida Aline.

NOTICINHAS

- Já está marcada minha festa de aniversário. Quer dizer, minha e da Haryanne - vamos comemorar juntos, porque não é todo mundo que nasce num 17 de novembro. A festa será no nosso habitual Parahyba Café, dois dias depois do aniversário de verdade, um sábado, em pleno dia da bandeira. Música: anos 1980, com algumas escapadelas para as décadas vizinhas.

- Antes tem duas festas marcadas lá. Uma no dia 11, a "Festa do Maior Carente". Dia das crianças para adultos. Vá fantasiado ou com motivos infantis. Terá uma banda e, mas o Bob Záccara já falou para levar um ou dois CDs das festas oitentistas - no aniversário dele, levei um e a festa esticou por mais de uma hora e meia. No dia 29, nosso amigo afrodecedentão Renílson Junior também promove uma festa lá.

- Para quem vai ao Box Cinemas: as promoções vigentes (R$ 3 para todo mundo nas segundas-feiras; preço mais baixo para as primeiras sessões no sábado e no domingo) continuam até, pelo menos, o final de novembro. Informações oficiais, passadas pela diretora de marketing deles, no Rio.

O QUE SE PODE PEGAR

Eu sou adepto dos e-mails e do Orkut, porque adoro mandar mensagens para meus amigos, seja lá como for. Seria também do MSN, se o acessasse com mais freqüência, como já fui do ICQ. Odeio chats de morte, porque não tenho a minima vontade e/ou paciência de "tc" com quem "num" conheço e nunca "+" verei. Telefone, pra mim, é mais pra recado, mas não descarto um bom papo, se ele vier.

Mas nada - nada mesmo - supera as cartas escritas à mão. Saber que, nos dias de hoje, alguém se deu ao trabalho de escrever com a própria letra, colocando ali toda a sua personalidade (porque, sim, letras têm personalidade), é muito gostoso. É por isso que eu adoro escrever cartas: porque espero que a pessoa que recebe também sinta o mesmo.

Por que, por exemplo, se guarda cartas e não se guarda e-mails? Porque você pode depositar seu coração num e-mail, mas, no fundo, ele será apenas um monte de linhas uniformes numa tela, como todos os outros. O virtual não é ruim, mas o que se pode pegar é sempre melhor.

CRÍTICA/ VÔO NOTURNO

Red Eye Red Eye

Menos é mais

Para quem vinha acompanhando a carreira de Wes Craven (seu último filme havia sido o fraquíssimo Amaldiçoados, 2005), seu nome na direção deste Vôo Noturno (Red Eye, EUA, 2005) era uma temeridade. Mas - quase sem efeitos especiais, com orçamento e duração reduzidos - não é que se trata de um bom filme?

A maior parte se concentra no duelo entre a atendente de hotel Lisa (a interessante Rachel McAdams) e o misterioso Jackson (Cillian Murphy, revelação de Batman Begins, 2005). Em pleno vôo, ele quer que ela faça uma ligação para seu hotel e mude um certo hóspede de quarto. Não demora para que ela - e o espectador - perceba que o homem será assassinado se ela fizer isso. Só que, se não fizer, um homem invadirá a casa de seu pai e o matará.

É mais que um jogo de gato e rato, porque o rato não tem para onde correr. O filme é inteligente ao restringir a intriga ao que se passa no avião, entre os dois personagens. Ambos bons atores, eles seguram a trama e mantêm o interesse.

A tensão é amenizada por pitadas de humor - mas sem perder de vista a seriedade da situação. Depois, o filme ainda se rende numa cena à pirotecnia e às correrias habituais, mas mesmo assim, não perde o vigor. Até serve de contraponto à primeira parte até intimista.

Parece que o segredo é não dar muito dinheiro a Wes Craven. Aí, ele acaba se saindo melhor. (Renato Félix)

Vôo Noturno. Red Eye. EUA, 2005.  ***  Direção: Wes Craven. Elenco: Rachel McAdams, Cillian Murphy, Brian Cox, Laura Johnson.

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