ATUALIZANDO

Só para constar: o blog da jornalista Anna Carolina - que deveria pagar um imposto por ter esse nome tão lindo - está devidamente atualizado aí na coluna da esquerda, ok.

Repararam que eu disse "da jornalista Anna Carolina", não repararam? Os parabéns aqui do MVC. Nada mais gratificante que ver alguém chegando lá com o suor do próprio rosto e os calos dos próprios dedos. Ainda mais alguém tão querida.

PERFUMES

Adoro mulheres.

Em todos os sentidos. Adoro até mesmo as complicações delas, até mesmo quando se transformam em psicopatas tepeemistas. Não são muito confortáveis, é verdade, e não há muito a fazer a não ser sentar, agüentar os imprompérios calado e esperar passar. Encaro como um sacrifício justo.

Afinal, olha as compensações. Para começar, visuais: elas são, em boa parte, muito belas. Mesmo quando atrapalham a própria beleza com cabelos falsos, tatuagens ou piercings. Podem ser loiras, ruivas, castanhas, morenas, orientais ou negras. Cada um tem seu estilo preferido (o meu são as de cabelo preto, pele branquinha e - a cereja do bolo - óculos), mas todos podem citar fácil pelo menos uma bela em cada estilo.

Não há ser mais belo que uma bela mulher. Nem adianta procurar. Os artistas renascentistas sabiam. Não é à toa que até as figuras femininas religiosas tinham um quê de sedução. Todas as mulheres são, na verdade, sedutoras - e ai daquela que não o é. Perde sua principal arma - mesmo que tenha outras, seja inteligência, competência, força de vontade, gritar mais alto ou o que seja. O ar sedutor inerente das mulheres é arma porque nos desarma, sem dó.

Há o sexo, claro. Se eu digo que não há ser mais belo que uma mulher, poucas imagens são mais belas que uma mulher tendo um orgasmo. Esse é o momento que me faz pensar que, afinal, há uma razão para estar aqui - e é essa. E essa é uma estrada que quanto mais longo o caminho para chegar ao destino, melhor. Voltar-se para ela, torná-la o centro das atenções. A mulher é um ser complexo, precisa de tempo para ser plenamente desvendado. Não sei quem inventou o sexo, mas que ele foi inventado para que fosse assim, disso não há dúvidas.

Adoro até as lésbicas, de quem só posso assinar embaixo que têm um bom gosto exemplar. E se a mulher é bissexual, melhor ainda: dá para namorá-la e comentar as Playboys que ainda estão guardadas em casa. Sexualmente, a mulher é um espetáculo tão cinco estrelas, que até sozinha ela vale o ingresso.

As curvas do corpo feminino são coisa de Niemeyer pra cima. E os seios? Gente, o que são os seios? Se a mulher foi a última invenção de Deus, quando ele já estava afiado, os seios foram a última coisa que ele colocou na mulher. O grand finale. E ele deve ter dedicado o sétimo dia, o de descanso, para isso: relaxado, a cabeça leve, sem preocupações, ele pôde se dedicar a criar com calma e pleno sentido artístico.

Mas conversar com elas é uma delícia. Pobre daqueles que mantém uma postura de que não há amizade verdadeira entre homens e mulheres - porque não querem perder uma possível oportunidade de levá-las para a cama. Não sabem o que estão perdendo. Mulheres são seres especiais socialmente, também. É muito bom tê-las por perto, mesmo que não seja para beijá-las na boca.

E daí? Elas embelezam seu mundo, e se você é digno de confiança para que falem de sua vida com você, use essa porta com sabedoria porque não é para todo mundo. Elas depositam em você algo que pouco homens são capazes de saborear ou de compreender. Uma mulher pode conversar profundamente sobre seus problemas emocionais ou amorosos - sim, com outro homem, você terá que ser forte aqui - ou ser apenas uma companhia para um cineminha inocente, perfumando o ar em volta - o mesmo que você está respirando.

"Apenas"? O fato é que uma mulher nunca é apenas "apenas".

CRÍTICA/ A LUTA PELA ESPERANÇA
The Cinderella Man The Cinderella Man 

Meia hora final que vale o filme

Se A Luta pela Esperança (Cinderella Man, Estados Unidos, 2005) foi concebido para ser outro Uma Mente Brilhante (2001) - já que diretor e astro são os mesmos - ficou pelo caminho. O filme não consegue chegar ao mesmo grau de emoção e de um roteiro que funciona como um relógio suíço. Mas também não quer dizer que seja um mau espetáculo, muito pelo contrário.

O começo é o que mais atrapalha o filme. Há muito clichê na tentativa de mostrar que o boxeador Jim Braddock é merecedor da segunda chance que receberá mais tarde. Assim, ele pode estar na pior, mas é tão gente fina que só levanta a voz para esposa quando ela manda os filhos do casal para morar na casa dos pais dela, à revelia dele.

O personagem já é um homem sem defeitos - não há o que crescer ou aprender com a segunda chance. Isso limita o personagem, mesmo que Russell Crowe tenha uma boa atuação. E Renée Zellweger também não tem muito a fazer como a esposa que o apóia, mesmo querendo que ele não lute mais. Quem rouba o filme mesmo é Paul Giamatti, como o treinador-empresário.

Ron Howard não é nenhum gênio do cinema, mas é bastante competente. À medida que o filme avança, a história vai conquistando o público e, no final, nada mais importa: apenas saber se Braddock vencerá a última luta e finalmente alcançará a redenção. É empolgante e decididamente vale o filme. (Renato Félix)

A Luta pela Esperança. Cinderella Man. Estados Unidos, 2005.  ***1/2  Direção: Ron Howard. Elenco: Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill.

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