PARA VISITAR

Para (importante) registro: Gilmara está no maravilhoso mundo dos fotologs. "E daí?", você me pergunta. Aí que eu digo para você ver a foto de hoje lá que tudo se responde automaticamente...

*Correção: a foto em questão é do dia 18 - mas até a presente data, como o blog ainda não foi atualizado, é a foto de capa (aliás, "capa" é uma palavra bem apropriada...)

CEM PREFERIDOS - 49

On the Town!
49. Um Dia em Nova York (Gene Kelly e Stanley Donen, 1949)

Hoje em dia é comum, mas em 1949 o estúdio achou que Gene Kelly tinha perdido o juízo quando decidiu filmar boa parte de Um Dia em Nova York em locações, nas ruas de Manhattan. Mas ele foi lá e fez. E nem é por isso que esse musical da Metro é tão bom: é maravilhoso pela excelência de suas músicas, pela coreografia vibrante e/ ou encantadora a cada número, pelo elenco perfeito (incluindo Sinatra e a esplêndida Ann Miller) e pelas piadas ainda divertidíssimas.

CEM PREFERIDOS - 50


50. As Aventuras de Robin Hood (Michael Curtiz e William Keighley, 1938)

Um personagem à imagem e semelhança de um gênero cinematográfico? Atláetico, rápido e divertido, Robin Hood era como o próprio capa-e-espada encarnado. Com Errol Flynn e Olivia de Havilland cristalizados como um dos melhores pares românticos das telas, As Aventuras de Robin Hood ainda é a melhor versão da lenda do justiceiro da floresta de Sherwood.

*Carolinha apressada... Não viu que aquela lista só ia do 51 ao 100?

CEM PREFERIDOS - 51 A 100

*Não necessariamente os melhores, não necessariamente os mais importantes, não necessariamente os mais representativos. Apenas os muito subjetivamente preferidos.


51 - Sete Noivas para Sete Irmãos (Stanley Donen, 1954)
52 - O Mensageiro Trapalhão (Jerry Lewis, 1960) 
53 - Hair (Milos Forman, 1979)
54 - Ninotchka (Ernst Lubitsch, 1939)
55 - O Jovem Frankenstein (Mel Brooks, 1974)
56 - Em Busca do Ouro (Charles Chaplin, 1925)
57 - 007 contra Goldfinger (Guy Hamilton, 1964)
58 - Forrest Gump, o Contador de Histórias (Robert Zemeckis, 1994)
59 - Bonequinha de Luxo (Blake Edwards, 1961)
60 - Guerra nas Estrelas (George Lucas, 1977)


61 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001)
62 - O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)
63 - O Poderoso Chefão - Parte II (Francis Ford Coppola, 1974)
64 - O Falcão Maltês - Relíquia Macabra (John Huston, 1941)
65 - King Kong (Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, 1933)
66 - A Noite Americana (François Truffaut, 1973)
67 - A Vingança de Milady (Richard Lester, 1974)
68 - Assim Estava Escrito (Vincente Minnelli, 1952)
69 - Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore, 1989)
70 - Matar ou Morrer (Fred Zinnemann, 1952)


71 - Sabrina (Billy Wilder, 1954)
72 - O Homem que Sabia Demais (Alfred Hitchcock, 1956)
73 - Mary Poppins (Robert Stevenson, 1964)
74 - Zelig (Woody Allen, 1983)
75 - A Lista de Schindler (Steven Spielberg, 1993)
76 - Uma Noite na Ópera (Sam Wood, 1935)
77 - Agora Seremos Felizes (Vincente Minnelli, 1944)
78 - Depois do Vendaval (John Ford, 1952)
79 - Doutor Jivago (David Lean, 1965)
80 - Os Pássaros (Alfred Hitchcock, 1963)


81 - Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (Arthur Penn, 1967)
82 - Se Meu Apartamento Falasse (Billy Wilder, 1960)
83 - Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)
84 - Fantasia (vários diretores, 1940)
85 - Levada da Breca (Howard Hawks, 1938)
86 - Thelma & Louise (Ridley Scott, 1991)
87 - Os Brutos Também Amam (George Stevens, 1953)
88 - Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)
89 - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)
90 - Quatro Casamentos e um Funeral (Mike Newell, 1994)


91 - A Rosa Púrpura do Cairo (Woody Allen, 1985)
92 - Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
93 - Uma Rua Chamada Pecado (Elia Kazan, 1951)
94 - Aurora (F.W. Murnau, 1927)
95 - Aladdin (John Musker, Ron Clements, 1992)
96 - Os Imperdoáveis (Clint Eastwood, 1992)
97 - O que Terá Acontecido a Baby Jane? (Robert Aldrich, 1962)
98 - O Sol É para Todos (Robert Mulligan, 1962)
99 - Lawrence da Arábia (David Lean, 1962)
100 - O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (Peter Jackson, 2003)

SEÇÃO DE CARTAS

Mari, a festa é dia 19, tá? Por favor, venha, venha, venha! E eu tinha lido o seu post sobre cartas, sim...

Mag, que bom que você gostou da entrevista. A sensação que eu quis dar foi aquela mesmo... Pena que ele parecia estar de mau humor no show, que foi ótimo mesmo assim.

Giselle, o pior é Bob Záccara ligar pro jornal a minha procura, me chamando de "o caçador de borboletas" (risos). Mas o pior mesmo é que não houve nada, tudo não passou de uma ilusão de ótica coletiva (é sério!).

Hacéldama, agora fiquei curioso: por que você lembra de mim quando ouve Zeca Baleiro?

Vívian, se eu fosse você eu não discordaria tanto assim, não, do texto "Perfumes". Afinal, seu biotipo está apontado como o meu preferido (só faltando os óculos) - não notou, não?

Pops, não, menina. Não tô apaixonado, não. Mas sou um eterno apaixonado pela espécie feminina, de uma maneira geral. Ahn... soou meio brega isso, mas é assim mesmo.

Dayse, qual é o povo massa que você quer que eu junte (risos)? Eu vou continuar com os "mini-esporros educados", como você escreveu, se ajudar você a escrever com mais freqüência. Por que você não começa uma série sobre filmes (novos e antigos) que te chamaram a atenção pelos figurinos?

Manuzinha, vou dizer pra você também o que ainda vou dizer pra Ione, moça. Na verdade, é algo ainda meio em andamento, mas aguarde as notícias.

Ione e Pops, que guardam e-mails: vocês imprimem e guardam? Eu costumava fazer isso, há alguns anos. Imprimia, dobrava o papel e guardava junto com as cartas (principalmente e-mail longos, que pareciam com cartas, como os da Mireia ou os da Beta, uma namoradinha virtual da época). Mas sempre achei meio estranho e acabei parando com isso. Ainda guardo na caixa do Yahoo!, mas - se é isso o que vocês fazem, guardar na caixa de entrada - convenhamos que não é o mesmo que aqueles guardados na minha caixa de correspondência, no armário, que dá aquele prazer nostálgico de escarafunchar vez ou outra... E, André, concordo: no fim das contas, o que vale é a comunicação e a sinceridade. Mas entre um e-mail sincero e uma carta sincera, você mesmo respondeu no final do seu comentário.

Aliás, Ione, quero deixar público aqui o que já comentei no seu blog: muito útil sua dissertação sobre o estímulo sexual solitário feminino puramente mental no Diafragma. Muito instrutivo. Acho até que as meninas leitoras daqui deveriam colaborar com sua pesquisa educativa, lá ou aqui mesmo.

DE GUITARRAS E VINHOS
*A entrevista, publicada ontem no Jornal da Paraíba.

Emoção em mais uma volta para casa
Paralamas tocam hoje no Paraíba Pop Music e Herbert Vianna fala sobre música, vinhos e a vida pós-acidente

RENATO FÉLIX

“É superintenso e positivo pra mim olhar a cidade e as lembranças que eu tenho desde o nascimento, como as festas de fim de ano. Eu sinto uma grande intensidade emocional a respeito”, foi logo dizendo Herbert Vianna, um dos vértices do triângulo que forma Os Paralamas do Sucesso, sobre o sentimento que o toma cada vez que vem tocar em João Pessoa, cidade onde nasceu. A conversa com o JORNAL DA PARAÍBA, no final da tarde de quinta-feira, foi por telefone, enquanto Herbert, no Rio, seguia para o aeroporto - ele embarcou para Fortaleza, onde os Paralamas tinham show marcado para a sexta à noite. Hoje, o show é no Forrock, como uma das duas grandes atrações do último dia do Paraíba Pop Music, evento que integra o aniversário da rádio Jovem Pan, logo após a apresentação do Biquíni Cavadão.

A importância dos Paralamas do Sucesso na história do pop rock nacional dispensa introduções. De CD novo recém-lançado, Hoje, o grupo traz as primeiras músicas de Herbert pós-acidente, já que Longo Caminho já estava pronto antes. “É o primeiro que eu escrevi com essa nova cabeça que tem rendido curiosidades legais em termos emocionais”, conta.

O título do disco pode dar margem a interpretações sobre seu significado, num momento pessoal como o que Herbert Vianna vive. Mas ele descarta logo. “Na nossa natural informalidade paralâmica, a gente fica brincando a esse respeito. ‘Ah, chuta aí qualquer lance! Bota Hoje, mesmo’. Acabou soando sintético e sonoro para a EMI”, diz.

Ele conta que, em João Pessoa, gosta de aproveitar o tempo livre para ver o máximo possível de pessoas da família. Mas que “se tivesse que bater o martelo” em dois locais que não pode deixar de visitar na cidade, estes seriam Areia Vermelha e uma sorveteria no Centro onde pode tomar sorvetes com sabores que não existem no Rio, como mangaba e graviola.

Herbert Vianna preza muito esses sentimentos cotidianos, mas de maneira alguma pequenos. “Olhando para trás e vendo a mim mesmo, tudo o que eu buscava, batalhava - o meu ‘eu’ antes do acidente, penso: ‘Legal a honestidade desse cara, de sempre tocar com amigos’”.

Tocar com amigos é a chave para uma banda que é caso raríssimo no show business mundial: há mais de duas décadas na estrada e com a mesma formação desde o início. Herbert, João Barone e Bi Ribeiro formam um trio bastante harmônico em sua convivência. “Nossa relação é muito direta, honesta e alegre”, confirma Herbert. “É sempre bom, por exemplo, uma ida para o sítio do Bi com violões e algum tamborzinho e idéias para ficar ali na varanda de madrugada, tomando vinho”.

O vinho é uma das paixões de Herbert, adquirida durante o casamento com Lucy. “Antes, eu não bebia nada, nem cerveja. Mas ela, as irmãs e os maridos das irmãs delas gostavam e conheciam”, lembra. Hoje, ele tem uma adega em casa, “um arquivo histórico muito amplo mesmo”. Atualmente, ele ainda não pode beber como gostaria, por restrições médicas. “Tenho uma cota mínima por semana: duas ou três vezes, em dias não consecutivos, duas taças e meia. Mas faço minhas orações: 'Pô, o vinho é usado na Sua missa, deixa eu voltar a celebrar com ele de novo'”.

No dia a dia, Herbert Vianna tem tentado encontrar mais tempo para ensaiar o novo show com os companheiros. Está feliz em poder levar e trazer os filhos da escola, graças a um automóvel adaptado, todo com comandos manuais. E vai sempre ao Cristo Redentor. “Vou lá num dia bonito pra ver o visual e pra rezar”, conta.

O filho mais velho, de 13 anos, está se interessando pela guitarra. “Um dia ele me falou: ‘Pai, vem cá, aqui entre nós: você acha que esse tal de Jimi Hendrix amarraria a chuteira do Kurt Cobain?’”. O Kurt Cobain - a referência musical - da juventude de Herbert foi Jimmy Page. “Uma coisa que eu consegui fazer foi comprar uma guitarra com dois braços igual à que ele usava e pedi para ele assinar com um prego”. Esse é um tesouro pessoal de uma coleção de mais de 30 guitarras.

Ele estava com o filho quando conheceu o presidente Lula. Foi por acaso: estava mostrando os locais de sua infância em Brasília - casas onde morou, escolas onde estudou - e, quando mostrava o local onde o pai, piloto da Força Aérea, trabalhou, estava na saída dos fundos do Palácio do Planalto quando Lula estava saindo. “Ele veio falar comigo e abraçou o meu filho. No meio do abraço, meu filho perguntou: ‘Pai, esse é o Lula, né?’ O Lula chorou nessa hora, cara”.

Ele não acha que o presidente esteja envolvido nos escândalos de corrupção que assolam o País. “Eu, honestamente, não o vejo como a extremidade de uma estrutura completamente distorcida. Acho que está sendo trazido à tona, com muito mais clareza, toda a turbulência corrupta da classe política. Isso num governo que, por casualidade, é a de um trabalhador que foi eleito. O grau de cobrança e de transparência estão sendo redimensionados”, diz.

Herbert conta que tem um novo projeto solo: um disco com voz e violão, ou voz e guitarra, em que canta coisas que escreveu e foram gravados por outras vozes - nitidamente cantoras, como Zizi Possi, Ivete Sangalo, Marina e Daniela Mercury. “Se eu te amasse tanto assim”, na versão de Ivete, chegou ao primeiro lugar no ranking de direitos autorais, quando Herbert estava em coma, coisa que ele afirma não ter conseguido nem com os maiores sucessos dos Paralamas. Está empenhado em compor uma música para ela, como agradecimento. “Estou tentando gravar um demozinho para mandar pra ela”, conta.

No fim de tarde carioca, antes de encerrar o papo, Herbert conta uma curiosidade. “Olha, estou passando por um lugar aqui, que já citei numa música importante para os Paralamas: a favela da Maré...”. A música em questão é “Alagados”, um dos momentos de grande explosão dos shows do Paralamas. Como será mais uma vez hoje à noite.

* Nota: na verdade, o show do Paralamas acabou sendo o primeiro da noite.

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