RETROSPECTIVA - ADORO (I)

Este blog comemorando um ano ontem, sabiam?

Para comemorar, vou republicar os primeiros textos (legais) daqui.

ADORO... (I)

...Mulheres.

É lógico que são maravilhosas. Foi a última criação de Deus – ele já havia treinado bastante, estava com prática. E, além do mais, o homem já estava ali, para dar seus palpites.

- Afina a cintura um pouquinho. Isso. Agora, aumenta mais um pouco mais essas duas coisas redondas aqui em cima.

- “Seios”, Adão.

- Pára, pára aí! É isso! Não mexe mais em nada...

Quando Deus concluiu seu projeto, sentiu-se realizado: havia chegado à perfeição. Ao sublime. Sem equívocos, como a tromba do elefante ou as pernas em excesso da centopéia. Ali, chegou ao equilíbrio ideal. Porém, depois de um tempo, Adão não parecia muito satisfeito.

- Qual é o problema, Adão?

- Não sei... Sabe quando algo é perfeito demais? Em excesso? Ela é linda, é inteligente, é divertida... A verdade é que está meio sem graça.

- Sem graça?

- É. Meio sem emoção. Eu já sei tudo o que vai acontecer. Aí, está meio chato.

- Bom, eu posso fazer com que ela tenha algumas atitudes imprevisíveis de vez em quando.

- Parece interessante... O que o Senhor pretende?

- Bem, talvez fazê-la ter umas reações desproporcionais ou sem sentido. Ou, às vezes, as duas coisas juntas. Ah, peraí, pensei numa coisa que vai desconcertar você.

- O que é?

- Olha só: ela vai ficar emburrada e você não vai saber o que é. Aí, quando você quiser resolver o problema e perguntar, ela vai responder: "Nada". Garanto que isso vai tirar você do sério.

- Beleza! Pode instalar.

E, assim, o ser que é perfeito foi aperfeiçoado com a inclusão de alguns defeitos charmosos. Adão nunca soube se agradecia ou se arrependia. Mesmo assim nunca teve dúvidas de que Eva era o ponto alto da veia artística divina. Dá-lhe, Senhor!

CEM PREFERIDOS - 32


32. O Império Contra-Ataca (Irwin Kershner, 1980)

O melhor filme da série Guerra nas Estrelas, o que não é de maneira alguma pouco. A ponte entre o início e o fim da trilogia original, deu à série um tom dramático que não existia no primeiro filme, colocou os heróis já tão queridos em péssimos lençóis e deu uma nova dimensão a um dos maiores vilões da história do cinema. Recentemente, a cena em que Darth Vader diz a Luke Skywalker a célebre frase ("Eu sou seu pai") foi eleita por uma revista um dos momentos mais chocantes da história do cinema. E é mesmo. E tem a trilha de John Williams, os efeitos visuais de tirar o fôlego...

O QUE PENSAM DE MIM! - ADENDO

Giselle, você tem razão: esqueci de contar uma história importante sobre isso - só não é a que você mencionou.

- Estávamos minha amiga e eu em um carro. Ela na direção e eu no banco de trás - a mãe dela tinha saído para comprar algo. O diálogo foi esse, ipsis litteris:
   - "Renato, acho que encontrei o homem da minha vida", disse ela, emendando um segundo depois: "Eu sabia que você ia dizer isso!"
   - "Mas eu não disse nada!"
   - "Mas pensou!!"
Considerando que eu não disse uma palavra ou alterei qualquer expressão no rosto...

DEPOIS, É SÓ EMBRULHAR!

Fontes vieram me contar que algumas pessoas estão com uma dúvida seríissima esses dias: o que me dar de presente no meu aniversário.

Pois bem, aqui vai uma revelação: existe há pouco mais de um ano, uma página na internet com sugestões a respeito - criada pela Vivian para um grupo de amigos que também tem lá suas páginas com sugestões. 

Bom, já que passou a ser uma informação de utilidade pública, é só clicar aqui, e depois na minha foto para chegar à tal página. Mas se não puder ou não se importar com isso, não tem problema: é só não esquecer da festa: sábado, no Parahyba Café!

CEM PREFERIDOS - 33


33. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

São só alguns segundos, e o filme todo foi concebido, planejado e construído para eles: a mulher está no chuveiro; o banho é também moral, já que ela resolveu devolver a vultosa quantia que tinha roubado do chefe aquele dia; por trás, da cortina, um vulto; e quando a cortina se abre... Todo mundo conhece os cortantes acordes que viraram um símbolo do suspense - tanto quanto o filme e seu diretor. Hitchcock filmou Psicose em quatro semanas - e gastou uma delas apenas com a cena do chuveiro. Mas o filme é, do começo ao fim, uma aula de como dirigir não um filme, mas o espectador: fazê-lo pensar o que o diretor quer, como quer e quando quer. Antológico é pouco!

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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish
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