CEM PREFERIDOS - 27


27. Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen, 1986)

O que seria dessa família se não fosse Hannah? Ela é o apoio para os pais, veteranos atores que se amam, mas têm suas rusgas, para o marido, para o ex-marido hipocondríaco e para as duas irmãs - uma, vivendo com um ex-professor arrogante; a outra, não dá certo na vida. Mal sabe ela que o marido começou a se interessar pela caçula... Esse caleidoscópio humano, que também envolve amigos e os amigos dos amigos, é um dos mais brilhantes filmes de Woody Allen. Dividido em capítulos - que têm como títulos certas falas dos personagens -, com diversas tramas paralelas, o filme alterna com maestria drama e humor, este quase sempre a cargo de Allen. Diálogos absolutamente brilhantes, embalados por uma trilha sonora à base de jazz que é simplesmente uma perfeição.

O QUE VOCÊ ODEIA NO RENATO FÉLIX? - II
- "É difícil, mas acho que a teimosia dele que é muito forte" - Eduardo Pedro
- "A mania que ele tem de achar que sempre tem razão" - André Ricardo
 
Como está no meu perfil do Orkut, eu admito que sou teimoso. Mas como quase sempre estou certo mesmo, então, tudo bem.
 
- "Ele é muito radical!" - Aline Oliveira
- "Ele é muito crítico!" - Sony Lacerda
 
O que você chama de ser radical, eu chamo de autodefesa. Por exemplo, citando meu amigo Juneldo, eu não tenha nada contra a axé music - ela é que tem contra mim! Houve uma época em que eu achava que podia haver uma convivência pacífica entre a música horrível e a música minimamente aceitável, mas a axé music (e seus gêneros comparsas) não quiseram conversa e hoje nem escuto mais rádio. Aliás, não acredito em gente que diz que vai a certos shows, mas "não gosta da música". Se vai, gosta nem que seja um pouquinho... Se é pra ir para um lugar só para estar com os amigos, posso estar em qualquer lugar - não num lugar onde a musica me irrite, ué?...
 
Nos relacionamentos, eu sou extremamente flexível e tolerante. Mas há um ponto em que é o limite, oras. E um poeta francês, de quem não lembro o nome, disse uma vez: "Cuidado com a ira de um homem paciente". É verdade.
 
E como eu já disse antes, "ficar" não é comigo: sou um homem antigo. Nunca uma mulher vai olhar pra mim na rua e dizer "acho que já beijei aquele cara", como eu já vi uma amiga dizer. Ela vai dizer: "Aquele é o Renato. Já namorei com ele. É uma pessoa muito legal". E aí vai acenar pra mim, vamos parar e conversar. Beijo meu não é lá grande coisa, mas não é pra qualquer uma, não.
 
E, Sony, eu podia dizer que me pagam para ser crítico. Mas a verdade é que já ouvi também que sou um crítico "bonzinho demais" e que "nivelo as coisas por baixo". Na verdade, gosto de pensar que estou num bom meio termo. Assim, quem é elitista cultural, acha que sou muito complacente; quem atura coisas inaturáveis, acha que sou crítico demais...
CEM PREFERIDOS - 28


28. A Bela e a Fera (Gary Trousdale, Kirk Wise, 1991)

Com A Pequena Sereia (1989), a Disney voltou a parecer a Disney - ou seja: voltou ao patamar de excelência que o estúdio apresentava nos seus primeiros tempos. Com A Bela e a Fera ultrapassou tudo isso: misturou conto-de-fadas, romance e humor (os componentes habituais) com consideráveis elementos de horror e drama. E ainda levou os números musicais também habituais a outro nível: o filme se inspira simultaneamente nos caleidoscópios humanos que o diretor Busby Berkeley colocava na tela, nos anos 1930, e nos espetáculos da Broadway. Usa a computação gráfica em alguns cenários, mas é, sobretudo, um triunfo da animação feita à mão. É um desenho animado tão sublime que é, até hoje, o único que conseguiu ser indicado ao Oscar de melhor filme. É coisa de gente grande mesmo.

O QUE VOCÊ ODEIA NO RENATO FÉLIX?

Ainda sobre o aniversário: fizeram uma enquete na festa em que a pergunta foi "O que você mais odeia no Renato Félix?". Agora que as perguntas chegaram às minhas mãos (ou parte delas, já que o André fez o favor de perder a parte que estava com ele), vou usar dessa tribuna para a minha defesa, certo?

Primeiro, os que responderam "Nada":

- "Não sei, não tenho ódio no meu coração!" - Ana Rogéria

- "Meu Deus! Não tem nada que eu odeie nele, mas um defeito que ele tem é o de não ser meu irmão de verdade!" - Magali
 
- "Sei lá... Nada..." - Larissa
 
- "Nada!" - Vívian
 
Nos próximos posts, os que responderam "Tudo!". Não, mentira: aqueles que foram específicos... Você vai saber que eu também inspiro ódio no coração das pessoas! Eu não sou flor que se cheire! Eu sou terrível e é bom parar!
CASAIS QUE EU ADORO (IX)


Spencer & Katharine

*Outros casais que eu adoro: I - II - III - IV - V - VI - VII - VIII

CEM PREFERIDOS - 29


29. Curtindo a Vida Adoidado (John Hughes, 1986)

"A vida passa muito rápido. Se você não parar e der uma olhada em volta de vez em quando, vai perdê-la", diz Ferris Bueller (Matthew Broderick), o matador de aula filósofo de Curtindo a Vida Adoidado. Ele tira um dia de folga, leva sua namorada e seu melhor amigo maníaco-depressivo junto, para ajudá-lo a... bem, curtir um pouco a vida. Pegam a Ferrari do pai do amigo emprestado, vão a um restaurante fino, uma exposição de arte, um jogo de beisebol e à parada do German American Appreciation Day. Lá, ele sobe num carro alegórico e canta "Twist and shout" (Broderick, na verdade, dubla a canção dos Beatles, que ganhou a adição de uma arranjo de metais) - tudo isso, tentando escapar da perseguição do diretor da escola e da irmã chata de Ferris. O melhor filme adolescente de todos os tempos, com um diálogo antológico atrás do outro, trilha sonora totalmente oitentista (e, portanto, ótima), momentos muito criativos da direção de Hughes (como a seqüência da exposição, em que ele faz um paralelo entre os personagens e o que eles vêem), além do recurso brilhante de pôr Broderick falando com o espectador o tempo todo. Passa muito na TV - e quanto mais melhor.

ALGUMAS PALAVRINHAS (TARDIAS) SOBRE ANIVERSÁRIO...

Já tive aniversário que passei sozinho em casa, recebendo dois ou três (mesmo) telefonemas de amigos que sabiam a data e nada mais. Não foi nada triste, como parece, acontecia apenas que eu não escondia, mas também não saía divulgando meu aniversário. Aí, num ano desses, caiu num domingo, ninguém soube, eu também não contei, e ficou por isso mesmo.

No ano passado, usei o aniversário como pretexto para finalmente fazer a muito acalentada festa 80 Músicas dos Anos 1980. À parte o sucesso do repertório, levo comigo algumas frases que amigos que estiveram lá disseram depois. "O astral estava ótimo", disse a Kalyandra, que não conhecia a maioria das pessoas lá. "Nunca vi tanta gente sorrindo nas fotos que tirei", disse o André Cananéa.

Aconteceu o seguinte: muitíssimos amigos, de várias turmas que frequënto estiveram lá. "É a maior concentração de pessoas da minha turma da faculdade depois de formados!", disse o Clóvis, cuja turma da faculdade não é a minha. Então, esse foi o motivo de maior felicidade pra mim, naquela noite: ver tantos amigos, se divertindo muito juntos.

Aquela festa foi mágica, aquele clima nunca vai ser repetido. Mas repetir um pouco disso foi o principal motivo para fazer uma nova festa esse ano. Motivo extra, importantíssimo: nos últimos meses se estreitaram os laços com a querida Haryanne, e como fazemos aniversário no mesmíssimo dia, foi até natural que fizéssemos uma festa juntos.

A festa aconteceu e cumpriu seu papel: uma grande reunião de amigos. Amigos de muito tempo que eu vejo todo dia e não podiam faltar de jeito nenhum, amigos de muito tempo que há muito tempo não via e que também não podiam faltar de jeito nenhum, e (como diz a música da Turma do Balão Mágico) novos amigos que acabaram de chegar. Amigos que até então eu só conhecia pela internet e pessoas que eu tinha visto poucas vezes, mas apareceram de surpresa só para me dar um abraço. Amigos que apareceram lá depois de outra festa e outros que souberam em cima da hora e mesmo assim foram lá. (muitas fotos no site do Rizemberg).

Não é para outra coisa que festas de aniversário servem: para você ver seus amigos todos lá - e, se você for esperto, vai encarar o fato de que você deveria ser o "homenageado" com um mero detalhe. Mas é claro que é bom receber carinho e afeto de quem você gosta.

E, aqui, uma palavra a favor do Orkut, já que virou uma espécie de moda execrá-lo. Pops outro dia na sua terceira debandada do Orkut justificou que sentia uma espécie de energia negativa por lá. Pode até ser para ela, mas eu é que não vou dizer isso se no ano passado, com seis meses de Orkut, eu recebi impressionantes 32 recados desejando felicidades.

Pois este ano foram, contados um a um, 140! Muitos, evidentemente, de amigos (mesmo) criados no próprio Orkut - entre outros de pessoas que mal me conhecem (mas enviaram suas felicidades porque o site "avisa" - mesmo assim, se deram o pequeno trabalho de escrever umas palavrinhas, quando não precisavam), e muitos que já eram meus amigos muito antes. Fiz questão de agradecer um por um, e também agradeço as mensagens, os cartões virtuais, os telefonemas, os abraços dados pessoalmente, os beijos na boca (mesmo não tendo ganho nenhum), os presentes.

Mas os melhores presentes, claro, são vocês, meus amigos. É um baita de um clichê, mas e daí? Quando o clichê é bom, a gente tem mais é que usar mesmo.

CEM PREFERIDOS - 30


30. Superman - O Filme (Richard Donner, 1978)

Até há filmes de super-heróis mais fiéis ao material original, mas nenhum tem mais magia. Impecável, Superman - O Filme é a quintessência do gênero aventura, com altas doses de ação, um protagonista extremamente carismático, um vilão antológico ("Lex Luthor, a maior mente criminosa do nosso tempo"), uma das melhores trilhas sonoras já compostas (de John Williams) e uma generosa e feliz fatia de fotogramas dedicada ao romance. A cena em que o herói voa pela primeira vez em público para salvar Lois Lane em queda livre e um helicóptero que despenca para a multidão ("Você me salvou! E quem salva você?") tem cotação tão alta quanto o delicado vôo dos dois pela noite de Metrópolis ("Você pode ler meus pensamentos?"). Cotação máxima, claro.

O QUE PENSAM DE MIM! - NOVO ADENDO

- Um amigo (aquele que está avisado para não se meter com qualquer amiga minha - vocês sabem quem é) estava tentando enrolar uma amiga para namorar com ela (vamos falar assim, que este é um blog de família). Eis que, os amigos reunidos, ele discute com o dono da casa em cuja varanda estávamos.

Eis que a menina liga e, lá dentro, o dono da casa conta os planos malignos desse amigo. Eis que ela, não demora, aparece lá como um foguete para tirar satisfações. Depois de gritos e alguns tapas e negações da parte dele, dois amigos conseguem levá-la para um local mais afastado do quintal. Daqui a pouco, um deles volta: "Ela quer falar com o Renato".

Por que comigo, se eu não tinha nadíssima a ver com a história? Ela foi implacável, assim que cheguei: "Eu sei que o Renato vai me dizer exatamente o que aconteceu. Pode falar, com todas as palavras. Eu agüento". Fiquei um tempo sem ação, claro. Mas, enfim, entre a cruz e a espada, espantado com a confiança que ela depositava em mim, eu disse. E aí, ela foi lá e deu um soco na cara dele.

E quando eu voltei à varanda achando que tinha perdido um amigo, soube que ele apenas disse: "Puxa vida, o Renato bem que podia ter mentido pelo menos uma vez".

Eu sei, é irritante. Mas, enfim, cada um com a sua cruz.

SEÇÃO DE CARTAS

Dayse: A gente pode ver quando você quiser. Eu tenho o DVD...

Juli: Eu estive lá, mas cheguei em cima da hora. E gostei muito mesmo.

Giselle: Não mudei a expressão, não, senhora! Aí é que está a graça da coisa toda!

Thiala: Não exagera... Eu pedi para dar um desconto no que o pessoal diz...

Aline: Claor que aquela segunda é você...

Tatiana: Você me deixou vermelhíssimo com aquela monografia (como a Juliana bem descreveu) que você fez sobre mim (risos). Ah, se sêsse...

Manuzinha: Bem lembrado: Little Man Tate, que em português é Mentes que Brilham, que ela até dirigiu. Só que aquele era um drama, e a semelhança de O Quarto do Pânico e Plano de Vôo também é que são dois suspenses. Beijo!

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