RETRÔ 2005

Nesta sexta sai a tão aguardada (bom, pelo menos por mim) retrospectiva do ano no cinema em João Pessoa, com os dez melhores do ano e os cinco piores - tradição que sigo desde 2000. Confiram em http://jornaldaparaiba.globo.com ou comprem o jornal na banca, que a página ficou bem bonitinha.

PS: Vocês já notaram o link que está lá no final da página? Ok, está esquisito, mas o conserto está sendo providenciado. Por enquanto, basta acessarem e deixarem seus comentários.

CEM PREFERIDOS - 20


20. Um Lugar ao Sol (George Stevens, 1951)

Nos anos 1950, o diretor George Stevens dirigiu uma espécie de trilogia sobre a formação dos Estados Unidos, que incluía Os Brutos Também Amam (1953) e Assim Caminha a Humanidade (1956). Mas o primeiro foi Um Lugar ao Sol, uma obra-prima que fala de ambição e amor, de passos errados na vida e o preço a pagar por eles, de responsabilidades pelos atos e o que a fuga deles pode provocar. Um Lugar ao Sol poderia ser um filme como tantos outros, mas é narrado no ponto mais certo que um filme poderia ser narrado. Além de Montgomery Clift, Liz Taylor (bonita como nunca) e Shelley Winters, todos excelentes, há a cena antológica no lago (que cita Aurora, de Murnau). Charles Chaplin, certa vez, disse que este é o filme que ele gostaria de ter feito. Evidente, isso não é pouco.

CEM PREFERIDOS - 21


21. O Mágico de Oz (Victor Fleming, 1939)

A estrada de tijolos amarelos, a Cidade Esmeralda, o cavalo-que-muda-de cor, os munchkins, a bruxa boa que surge numa bolha, os macacos alados, a Bruxa Má do Oeste, o Espantalho, o Homem de Lata, o Leão covarde, Dorothy Gale. Tantos são os elementos clássicos em O Mágico de Oz que existe pouca concorrência nesse ramo. O filme é praticamente uma instituição em si mesmo. Foi, por exemplo, o primeiro a ser exibido por uma emissora de televisão. Já antecipava o modelo moderno dos musicais da Metro: quem canta e dança não tem, necessariamente, nada a ver com o meio artístico - uma menininha do Kansas também pode expressar seus sentimentos e idéias através de uma canção. E que canção! "Over the rainbow" foi escolhida ano passado, por uma eleição do American Film Institute, a melhor do cinema americano (em outras listas do AFI, O Mágico de Oz é o sexto entre os melhores filmes e tem a Bruxa Má do Oeste como a quarta entre os maiores vilões). Quem canta é Judy Garland, 16 anos nas filmagens, uma revelação que partiu dali para ser a mais talentosa mulher a estar em frente a uma câmera de cinema. E isso não é um exagero. O filme é um conto-de-fadas dos mais perfeitos - e é dificílimo criar um clima de contos-de-fadas que seja satisfatório, num filme. Além de tudo, há o toque de gênio de mostrar a vida modorrenta do Kansas em tom sépia e o mundo fantástico de Oz em esplendoroso Technicolor. Um filme para qualquer lista de clássicos dos clássicos.

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