ESTRÉIA HOJE EM JP/ "A PANTERA COR-DE-ROSA"
The Pink Panther The Pink Panther 

Mais uma volta para A Pantera Cor-de-Rosa
Estréia do filme com Steve Martin dá nova partida à série dirigida originalmente por Blake Edwards, com mudanças, mas o mesmo tema musical e a abertura animada

Renato Félix

A musiquinha, todo mundo conhece. Composta por Henry Mancini, tornou-se uma marca poderosa que não poderia deixar de estar de volta na nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther, Estados Unidos, 2006), que estréia hoje no País - três salas em João Pessoa e uma em Campina Grande. O atrapalhado inspetor Clouseau, imortalizado em seis filmes com Peter Sellers, agora é interpretado por Steve Martin, brilhante ator cômico, mas que tem altos e baixos no cinema. O estilo é o mesmo: a falta de jeito de Clouseau para com qualquer coisa é uma ameaça para tudo e todos à sua volta.

O novo filme tem o mesmo nome do original, de 1963 - em que, aliás, Clouseau nem era o personagem principal, mas um coadjuvante que fez tanto sucesso que passou a estrelar os filmes seguintes - mas as histórias são totalmente diferentes. No clássico, uma princesa indiana recebe do pai o diamante pantera cor-de-rosa, roubado durante uma visita à França por um famoso ladrão, o “fantasma”. Clouseau é o policial encarregado do caso, sem saber que o ladrão estava mais perto do que parecia: era o amante de sua esposa. Peter Sellers estava num elenco cheio de astros como David Niven, Claudia Cardinale e Capucine.

O novo filme mostra o início da “ascensão” de Clouseau. No caso, o roubo do diamante está associado ao assassinato de um famoso treinador de futebol (Jason Statham). O inspetor-chefe Dreyfuss (Kevin Kline), da polícia de Paris, recruta Jacques Clouseau, de uma cidadezinha do interior para liderar a investigação. O plano é que Clouseau seja, na verdade, uma distração para a real investigação, ganhando um assistente (Jean Reno).

Dreyfuss e Clouseau tiveram um dos relacionamentos patrão-empregado mais turbulentos do cinema - não que Clouseau tenha percebido isso, claro. O inspetor-chefe (interpretado por Herbert Lom nos filmes originais, dirigidos por Blake Edwards) chegou mesmo a enlouquecer e virar o vilão de um dos filmes, A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa (1976).

Se a nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa, dirigida por Shawn Levy (que dirigiu Steve Martin nos dois Doze É Demais), vai emplacar uma nova série, ainda não se sabe, mas o filme estreou semana passada nos Estados Unidos, liderando as bilheterias de lá, com US$ 21,7 milhões no primeiro fim de semana.

A série original começou com A Pantera Cor-de-Rosa e seguiu com Um Tiro no Escuro (1964), Inspetor Clouseau (1968, sem Edwards na direção e com Alan Arkin no lugar de Sellers), A Volta da Pantera Cor-de-Rosa (1975, com as voltas do diretor e ator originais), A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa, A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (1978), A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (1982, feito depois da morte de Sellers, usando imagens não utilizadas em outros filmes), A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa (1983, com a tentativa de emplacar outro personagem como protagonista) e O Filho da Pantera Cor-de-Rosa (1993, com Roberto Benigni como o filho do inspetor).

Em quase todos eles, os créditos de abertura contam com a panterinha de desenho animado, que acabou ganhando até uma série animada própria, depois do sucesso que fez no filme original. O esguio felino roubou a cena e virou uma marca tão grande quanto a partitura de Henry Mancini (que, aliás, também permanece, na releitura de Christophe Beck.

Quem também está no filme é a cantora e atriz Beyoncé Knowles, que faz a sexy esposa do treinador morto. Para Steve Martin, que co-escreveu o roteiro com Len Blum, o filme é uma oportunidade de emplacar um sucesso, enquanto o drama inspirado em seu livro A Balconista - que por aqui vai se chamar A Garota da Vitrine, com ele e Claire Danes, não estréia.

A Pantera Cor-de-Rosa. The Pink Panther. Estados Unidos, 2006. Direção: Shawn Levy. Elenco: Steve Martin, Kevin Kline, Beyoncé Knowles, Jean Reno, Emily Mortimer, Henry Czerny, Jason Statham.

ESTRÉIA HOJE EM JP/ "OLIVER TWIST"

Oliver Twist Oliver Twist

Polanski dá sua versão para obra de Dickens
Oliver Twist estréia hoje em João Pessoa, recontando um dos grandes romances do autor inglês, que tem paralelos com a própria infância do diretor

Renato Félix

Quando David W. Griffith, lá no longínqüo começo do século passado, inventou a linguagem do cinema, ele disse que a inspiração para uma narrativa de se contar uma história na tela foi Charles Dickens. Ou seja: o autor britânico inspirou os closes, as mudanças de perspectiva dentro de uma mesma cena, o foco dramático sobre um certo detalhe. Claro, depois o cinema se inspirou ainda mais diretamente nele, adaptando seus romances mais conhecidos. Oliver Twist (Oliver Twist, Inglaterra/República Checa/França/Itália, 2005) estréia hoje - uma sala em João Pessoa - em uma nova versão, dirigida por um dos monstros sagrados do cinema contemporâneo: Roman Polanski.

Foram várias as versões anteriores de Oliver Twist no cinema. As mais conhecidas são a de David Lean, de 1948 (com Alec Guiness no papel de Fagin), o musical de Carol Reed de 1968 (Oliver!, vencedor do Oscar de melhor filme) e o longa de animação da Disney, de 1988 (Oliver e Seus Companheiros, que é considerado bem aquém da média de qualidade do estúdio do Mickey). Polanski resolveu dar sua visão da história, certamente porque ela diz muito sobre a vida do próprio diretor.

O diretor declarou que o motivo era fazer um filme para seus filhos. Embora seja fã de Dickens, é inegável que a história remete aos dias felizes de sua própria infância, quando sofreu as agruras do nazismo. Mas também porque pode ser uma metáfora para as crianças em perigo no terceiro mundo, hoje.

A história começou a ser publicada em 1837, em capítulos, na publicação mensal Bentley’s Miscellany - tendo em vista um corte nos benefícios governamentais para crianças pobres de Londres. Oliver Twist (Barney Clark, 12 anos) é um órfão que, tentando sobreviver nas ruas de Londres, é acolhido por Fagin (Ben Kingley), que comanda uma espécie de orfanato onde treina os garotos para roubarem nas ruas da capital inglesa.

Aliás, Fagin é um personagem que anda mais no centro das atenções do que Oliver Twist. Recentemente, o último álbum do genial quadrinista Will Eisner tocou no assunto: em Fagin, o Judeu, o personagem confronta o próprio autor, Dickens. A versão de 1948, logo após o fim da Segunda Guerra e da descoberta dos horrores do Holocausto, causou polêmica ao manter o personagem como judeu.

Não é citado que Fagin é judeu no filme de Polanski. Em todo caso, como no álbum de Will Eisner, o filme procura uma “humanização” de um dos mais detestáveis vilões já criados. Para Eisner, Fagin foi um produto da miséria do submundo londrino daqueles tempos.

Dickens já teve outras adaptações memoráveis para o cinema. O próprio David Lean, quando lançou o seu Oliver Twist, já tinha filmado Grandes Esperanças (1946). A Canção de Natal - com o avarento Ebenezer Scrooge, que muda de vida depois de visitado pelos fantasmas nos Natais Passados, Presente e Futuros - é a história natalina mais conhecida do mundo e virou musical em Adorável Avarento (1970) e um desenho em média-metragem da Disney, estrelado pelo Tio Patinhas, em 1983. Além da versão atualizada de Os Fantasmas Contra-Atacam (1988). Grandes Esperanças também teve uma versão atualizada recente, em 1998.

Polanski preferiu manter a ação na Inglaterra do século 19. Com Oliver Twist, ele mantém uma marca impressionante de ecletismo com relação aos filmes que faz. Sua carreira é repleta de obras absolutamente diferentes entre si, indo da comédia pastelão (em A Dança dos Vampiros, 1967) ao drama político (A Morte e a Donzela, 1995), do suspense hitchcockiano (Busca Frenética, 1988) ao drama erótico (Lua de Fel, 1992), do filme noir (Chinatown, 1974) ao drama de guerra (O Pianista, 2003, com o qual ganhou o Oscar de melhor diretor). Agora trilha pelo caminho de uma história de crianças - mas não aventuras inconseqüentes, e sim também nas tintas dramáticas.

Oliver Twist. Oliver Twist. Inglaterra/ República Tcheca/ França/ Itália, 2005. Direção: Roman Polanski. Elenco: Barney Clark, Ben Kingsley, Leanne Rowe, Mark Strong, Jamie Foreman.

CRÍTICA/ "DIZEM POR AÍ..."

Rumor has it Rumor has it

despretensão, com reflexão

Renato Félix

Uma boa sacada não pode garantir um filme, mas combinada com outras qualidades, ela dá um molho irresistível. É o que acontece em Dizem por Aí... (Rumor Has It..., Estados Unidos, 2005), de Rob Reiner, que é uma comédia divertida e inteligente, bem dirigida e com bons atores - mas também faz uma ótima brincadeira com o clássico A Primeira Noite de um Homem (1967).

No filme, Jennifer Aniston está para se casar, mas sente que há algo errado. Numa visita à família para o casamento da irmã, ela descobre um segredo da própria mãe, falecida há anos: ela sumiu por uma semana às vésperas do casamento dela. Ligando isto com outras pistas, ela chega à conclusão de que o livro (e depois o filme) A Primeira Noite de um Homem foi inspirada na sua família - e sua avó (Shirley MacLaine) inspirou a inesquecível Ms. Robinson do filme (para quem nunca assistiu, Ms. Robinson, interpretada por Anne Bancroft, é a mulher de meia-idade que seduz o adolescente interpretado por Dustin Hoffman).

Assim, ela vai atrás do “Dustin Hoffman” da história - que acaba sendo o personagem de Kevin Costner. Isso tudo dá margens a várias brincadeiras, todas muito adequadas e divertidas - há até uma citação musical do faroeste Três Homens em Conflito, que também é de 1967. Mas isso tudo é só o molho do filme, que está firme em alicerces mais sólidos.

A grande questão da história não é o romance, pura e simplesmente, mas sim a busca da personagem de Jennifer por si mesma, num momento crucial da vida. As confusões e alguns belos momentos vêm daí - como a cena que ela dá conselhos à irmã mais nova (Mena Suvari) e começa a se dar conta que são conselhos que servem para ela mesma.

Rob Reiner mostra de novo que é um dos melhores diretores para unir comédia e romance, num coquetel que geralmente soa despretensioso, mas sempre acaba deixando alguma coisa para pensar. Não foram assim Harry & Sally, Feitos um para o Outro (1989) e A História de Nós Dois (1999)? E vale um destaque para a excelente Shirley MacLaine, num papel muito diferente do de Em Seu Lugar (2005), mas de novo maravilhosa.

Dizem por Aí... Rumor Has It... Estados Unidos, 2005.  *** 1/2  Direção: Rob Reiner. Elenco: Jennifer Aniston, Kevin Costner, Shirley MacLaine, Mark Ruffalo, Richard Jenkins, Christopher MacDonald, Mena Suvari, George Hamilton

OITENTISTA EM CAMPO

Mais uma prova de que a nostalgia anos 1980 chegou também ao futebol: depois da Globo ter televisionado Peñarol do Uruguai x Flamengo, quarta passada, o América do Rio chegou à final de um turno no Rio depois de sei lá quanto tempo!

O Ameriquinha, segundo time de todo mundo no Rio e que passou mais de uma década amargando as últimas posições do campeonato, honrou seu "slogan" oitentista: o clube que nada, nada... e morre na praia.

ESTRÉIA FIM DE SEMANA + CRÍTICA/ "JOHNNY & JUNE"

Walk the Line Walk the Line
Romance é o ponto alto em Johnny & June
O filme, que estréia hoje e tem cinco indicações ao Oscar, fala da vida e obra de Johnny Cash, mas privilegia o relacionamento com a cantora June Carter

Renato Félix

Como tantos outros ídolos da música, Johnny Cash era algo perdido. Envolto naquele já muito mostrado coquetel de sucesso, drogas, álcool e mulheres, o cantor tentava expiar seus pecados pela música. No meio de toda essa turbulência, ele ainda conseguiu olhar de maneira diferente para June Carter, também cantora, apaixonar-se por ela e tentar sem descanso conquistá-la por anos a fio. Esse é o fio condutor de Johnny & June (Walk the Line, Estados Unidos, 2005) que, mais do que a cinebiografia de Johnny Cash, esmera-se em ser um bom romance. Com cinco indicações ao Oscar, o fi lme tem estréia nacional hoje – duas salas em JP.

As indicações mais badaladas são as de ator, para Joaquin Phoenix, e atriz, para Reese Witherspoon – esta, grande favorita na categoria. Certamente um reconhecimento à coragem da dupla em soltar a própria voz na interpretação dos momentos musicais do filme – que não são poucos. Detalhe: foi o próprio Cash que escolheu Phoenix e a própria June que escolheu Reese. A aposta mostrou-se certeira: Phoenix e Reese ganharam o Globo de Ouro, como ator e atriz na subcategoria comédia ou musical, além do próprio fi lme ter sido premiado. As outras indicações ao Oscar são para som, edição e figurino.

O filme é baseado nas autobiografias The Man in Black e Cash - An Autobiography (esta última, co-escrita com Patrick Carr). Foram quatro anos só para conseguir os direitos de adaptação para o cinema e mais quatro para realizar o filme. A história começa com a infância de Cash, no Arkansas. Ainda garoto, um terrível acidente com o irmão mais velho, Jack, o deixaria marcado para o resto da vida. O filme mostra como acabou fazendo sucesso com as dolorosas baladas compostas por ele mesmo. “Cry, cry, cry”, “Folsom Prison blues” e “I walk the line” foram os primeiros sucessos. Ainda no começo da carreira conheceu Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. E, mais tarde, conheceu June Carter.

Mas também conheceu as anfetaminas e barbitúricos em que se viciou. Ele só saiu do fundo do poço por causa do apoio de June Carter, que sempre fez turnês com Cash, embora resistisse aos galanteios dele (na maior parte do tempo, pelo menos). June morreu em maio de 2003 e Johhny quatro meses depois, mais um caso de um casal que se amou a vida inteira e não pôde ficar separado nem na morte – Fellini e Giuletta Masina formam outro exemplo definitivo.

CRÍTICA
Atores cantam e dominam o filme

Como cinebiografia, Johnny & June não foge nada do tradicional. Conta a história de Johnny Cash e sua paixão inabalável por June Carter quase linearmente, numa trajetória só sacudida pelos momentos musicais do filme. Mas são justamente esses momentos e a vontade com que os atores se entregam ao papel que fazem a diferença.

É um desafio complexo, porque envolve semelhança física e qualidade nas canções e atuações. Na média, Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon passam com louvor e não é à toa que os prêmios e indicações vieram.

Os altos e baixos da vida e carreira de Cash são bem retratados, mas o que interessa mesmo é seu relacionamento com June Carter. Phoenix e Reese são muito carismáticos e não demoram a levar a platéia com eles.

Uma cena se destaca: o primeiro dueto (dos muitos que viriam depois), em que a dupla é mostrada por trás e os olhares dizem muito, enquanto cantam “Jackson”. O filme consegue se libertar do universo da música country-rock e se mostrar como um romance que agrada bastante. (RF)

Johnny & June. Walk the Line. Estados Unidos, 2005.  ***1/2  Direção: James Mangold. Elenco: Joaquin Phoenix, Resse Whiterspoon, Ginnifer Goodwin, Robert Patrick, Dallas Roberts, Shelby Linne.

*Publicado no Jornal da Paraíba, em 10 de fevereiro de 2006

ESTRÉIA FIM DE SEMANA/ "OS PRODUTORES"

The Producers The Producers

Os Produtores querem o fracasso 

Renato Félix

Às vezes, um fracasso não é exatamente um fracasso. É assim que pensa o produtor teatral Max Bialystock (Nathan Lane), que cria um plano mirabolante: conseguir financiamento superfaturado para uma peça, em troca de percentagem nos lucros, e fazer dela um fracasso - e, assim, ficar com o dinheiro. Convence o frágil contador Leo Bloom (Matthew Broderick) a entrar na empreitada e a dupla parte para encontrar o texto mais cretino e a equipe mais incompetente possível para garantir a derrocada. Este é o antológico ponto de partida de Os Produtores (The Producers, Estados Unidos, 2005), adaptação de um musical de grande sucesso na Broadway, por sua vez transposição de uma comédia clássica - uma sala em JP.

A comédia em questão é Primavera para Hitler (1968), de Mel Brooks, Oscar de melhor roteiro. Com Zero Mostel e Gene Wilder (em um de seus primeiros papéis), o filme é engraçadíssimo - o título original é o mesmo, mas o nacional é o da peça-dentro-do-filme, um musical que glorifica Adolph Hitler (!).

O filme ganhou a versão para a Broadway em 2001, com Brooks adaptando seu roteiro original com Thomas Meehan (os dois também assinam o novo roteiro). Com Lane e Broderick no elenco, a peça ganhou nada menos que 12 prêmios Tony - o Oscar do teatro americano.

Brooks afirmou que a idéia do filme é basicamente fazer o registro mais fiel possível do espetáculo, uma maneira de conservá-lo. Por isso, a coreógrafa Susan Stroman foi alçada à cadeira de diretora do filme e os protagonistas foram mantidos. Mas houve uma adição ao elenco que não se deixa passar: Uma Thurman faz o papel de Ulla.

Ulla, no filme original, é a secretária sueca contratada por Bialystock, que fala pouquíssimo inglês e cujo trabalho não é muito mais do que colocar uma música e chacoalhar o corpo. O papel de Uma deve ser maior, mas a idéia de tê-la nesse papel já é, por si só, bem engraçada.

Gênero quase morto, os musicais tiveram um respiro com o sucesso de Moulin Rouge (2001) e Chicago (2003). Mas esses são dramáticos. Agora, a música está lá para fazer rir.

Os Produtores The Producers. Estados Unidos, 2005. Direção: Susan Stroman. Elenco: Nathan Lane, Matthew Broderick, Uma Thurman, Will Ferrell, Gary Beach.

*Publicado no Jornal da Paraíba, em 10 de fevereiro de 2006

ESTRÉIA FIM DE SEMANA/ "DIZEM POR AÍ..."

Rumor has it Rumor has it

Comédia brinca com um clássico

Renato Félix

Não faltam predicados à comédia romântica Dizem por Aí... (Rumor Has It..., Estados Unidos, 2005) - duas salas em JP. O filme é dirigido por Rob Reiner (que, não tivesse feito mais nada, já teria feito Harry & Sally - Feitos um para o Outro, 1989) e tem um elenco bastante interessante (Jennifer Aniston, Kevin Costner, Shirley MacLaine e Mark Ruffalo), mas é uma brincadeira com um clássico do cinema que chama a atenção.

Jennifer é Sarah Huttinger, uma jornalista afundada na área de obituários que aceita o pedido de casamento do namorado, Jeff (Ruffalo), mas ainda está indecisa. Num evento de família, ela conhece um milionário, Beau (Kevin Costner), que a ajuda a conhecer melhor a si mesma e à sua família.

A brincadeira é que Sarah descobre que sua avó, Katharine foi nada menos que a Ms. Robinson original, que teria inspirado a personagem de A Primeira Noite de um Homem (1967), a mulher de meia-idade que seduz um jovem de 17 anos (no filme original, os papéis são de Anne Bancroft e Dustin Hoffman).

Dizem por Aí... (Rumor Has It...). Estados Unidos, 2005. Direção: Rob Reiner. Elenco: Jennifer Aniston, Kevin Costner, Shirley MacLaine, Mark Ruffalo, Richard Jenkins, Christopher MacDonald, Mena Suvari, George Hamilton.

*Publicado no Jornal da Paraíba, em 10 de fevereiro de 2006

SEÇÃO DE CARTAS

Alana, eu gosto muito do terceiro Chefão. Certamente é inferior aos outros, mas ruim não é.

Jamille, obrigado pela visita. Você gosta mesmo de Rebelde, hein?

Iaynã, acho que você não entendeu. Começar com uma história não quer dizer começar conturbado. Pode ser uma história sem pressa, suave, inteligente, delicada e divertida. Acredite: elas existem.

Fabíola, obrigado pelos elogios, que bom que gostou tanto! Volte sempre!

Marina, obrigado pela visita também. Vou te mandar o e-mail da Mariana pro seu e-mail, tá?

Hary e Pops, realmente não fui ao Assustado naquela sexta. Mas, acreditem, foi - como sugeria o post - por uma boa causa.

Mari, vou te mandar meu endereço. Puxa vida, estive aí em Recife ontem, mas foi meio de surpresa e nem tive como avisar...

André, A Passagem lembra mesmo Cidade dos Sonhos, mas parece só uma cópia pálida. O final nem é aberto: é fechadinho, explica tudo o que estava acontecendo. Só não me satisfez (risos).

Anna Carolina Carola, a Bebel adora Mary Poppins, que já viu várias vezes em DVD. Na verdade, na preparação para o cinema, eu dizia que a gente ia ver um filme com uma babá, como o da Mary Poppins. Ah, e eu não seria processado por propaganda enganosa ao falar do seu talento - mas você pode ser ao renegá-lo, hein? Quanto ao cinema em casa, essa Dayse, hein? Se eu tivesse que esperar por ela...

Karina, obrigado você também pela visita. Eu perguntaria, sim, como você chegou ao meu blog, que sempre fico curioso com isso, mas já faz tempo e você nem deve lembrar mais. Engraçado você comentar as fotos porque no começo o blog não tinha nenhuma. Agora acho esquisito quando não tem... Abraço!

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Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish
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