O OSCAR E EU

Ok, ok, já que vai acontecer mesmo, é melhor avisar.

Neste sábado, no JPB - Primeira Edição, ao meio-dia, este repórter será entrevistado sobre o Oscar. Se você não estiver fazendo nada na hora e prometer dar os milhões de descontos necessários...

E não esqueça de ver o Jornal da Paraíba de domingo: tem um material especial sobre o Oscar produzido com muito carinho pra ninguém ficar voando na cerimônia. Mas vê na banca porque na internet não vai ter as fotinhos, nem a beleza das páginas. Nas bancas, já no sábado à tarde.

53 ANOS

As centenas de gols importam, todos eles. As vitórias, inúmeras, também importam, lógico. Há momentos que nunca sairão da memória: os títulos nacionais de 1983 e 1987; a Libertadores e o Mundial Interclubes de 1981; as cobranças de falta que já eram, cada uma, "meio-gol" e, segundos depois, gols completos; gols como aquele de meia bicicleta contra a Nova Zelândia na Copa de 1982, aquele driblando uns cinco num amistoso contra a Iugoslávia, aquele ajeitando a bola com o lado de fora do pé e chutando, contra o Paraguai nas eliminatórias de 1985, o segundo da decisão da Libertadores, de falta, contra o Cobreloa...

Mas tão importante quanto é a alegria de ter um ídolo que sempre foi sobretudo ético e correto, um atleta de primeira, um profissional dedicado - alguém de quem se orgulha. Os espíritos-de-porco vão logo lembrar aquele pênalti perdido na Copa de 1986. Pois quem cobra isso dele não merecia mesmo ganhar aquela Copa ou qualquer Copa. Ele nunca ter ganho uma Copa do Mundo é, sobretudo, uma prova de que pode não haver justiça no mundo, afinal.

Um grande ser humano, sobretudo. Alguém em que se espelhar. Não é tpdo ídolo que pode se gabar disso.

Parabéns, Galinho! Eu e milhões seremos sempre seus devedores.

CEM PREFERIDOS - 6


6. Luzes da Cidade (Charles Chaplin, 1931)

Carlitos, sem eira nem beira, se apaixona por uma pobre florista cega. Um milionário entra em sua limusine, ao lado, e bate a porta. Pronto: com essa gag, que Chaplin demorou meses para criar, ela pensa que Carlitos, que sai de fininho, é o milionário. E ele vai tentar de todas as formas conseguir dinheiro para pagar uma operação que devolverá a visão à moça, se metendo em uma confusão atrás da outra. É engraçadíssimo, claro, mas também é um dos filmes mais românticos já feitos - o final, inclusive, é sériíssimo concorrente ao melhor de todos, em qualquer tempo. Ainda há o milionário que é amigo do vagabundo quando está bêbado, mas não o reconhece quando está sóbrio. Uma sucessão de genialidades que mostram que Chaplin não precisava de um grande tema para criar uma obra-prima - ou, melhor, que uma bela história de amor já é um grande tema.

DVD/ O MÁGICO DE OZ
The Wizard of Oz The Wizard of Oz 

Recontando a filmagem de um grande clássico
Edição tripla de O Mágico de Oz traz documentários, comentários em áudio e uma série de extras que dão informações preciosas de como foi feito o filme

Renato Félix

Não há lugar como a nossa casa e não há outro filme como O Mágico de Oz (1939), ainda mais brilhante e reluzente que costumava ser, no lançamento da nova edição em DVD. Os três discos trazem uma série de extras que ajudam a conhecer melhor a história do filme que transformou Judy Garland em estrela, foi o primeiro a ser exibido na TV (nos Estados Unidos), e ainda é um dos pilares do jeito hollywoodiano de fazer cinema.

O documentário O Maravilhoso Mágico de Oz - O Making Of de um Clássico do Cinema faz um bom retorno à época das filmagens, recontando os fatos (e lendas) a respeito do filme. Fala, por exemplo, sobre as mudanças na direção (toda a seqüência no Kansas e a despedida da terra dos Munchkins, em Oz, foram filmados ainda por King Vidor, antes que Victor Fleming assumisse o posto), e sobre a escolha da atriz para o papel de Dorothy: de como a Metro queria porque queria Shirley Temple, mas acabaram escolhendo a ascedente estrelinha Judy. E mesmo assim, ainda puseram nela uma peruca loira, sabiamente dispensada pelo diretor George Cukor, que ficou três dias à frente do filme.

De como Homem de Lata no filme também foi uma segunda escolha (o primeiro ator teve uma reação alérgica à maquiagem) e de como a canção “Over the rainbow”, escolhida em 2004 pelo American Film Institute como a melhor do cinema americano, quase ficou de fora do filme, porque os produtores a acharam “monótona”.

A série de extras são apresentados pela atriz Angela Lansbury. Há segmentos especiais sobre a restauração do filme, que surge numa cópia que tenta reproduzir fielmente o Techinocolor, e outro sobre a estréia do filme na televisão, mas há também muitas imagens de arquivo da época.

Os mais interessantes são, claro, as cenas excluídas, com uma versão estendida de “If I had a brain”, a música cantada pelo Espantalho (Ray Bolger). Há também uma canção cortada (“Jitterbug”), apresentada com uma cena da filmagem captada nos bastidores, vídeos caseiros do compositor Harold Arlen, os testes de maquiagem e do furacão que leva a casa de Dorothy ao mundo de Oz.

O filme tem comentários em áudio de John Fricke, biógrafo de Judy Garland, e o terceiro disco é dedicado a L. Frank Baum, autor da série de livros originais sobre Oz. Empreendedor fracassado, só quando se tornou escritor e publicou seu conto de fadas teve sucesso (há até um filme para a TV sobre ele, Sonhos de Oz, 1990). O Homem por Trás da Cortina é o documentário que conta essa história.

Ainda no terceiro disco, várias versões em curta-metragem, mudos e sonoros, sobre o mundo de Oz - alguns são mesmo outras versões de O Mágico de Oz.

Mas o grande atrativo da caixa é o próprio filme. Cada cena é clássica: a fuga de casa; o ciclone; a terra dos Munchkins; a morte da bruxa má do leste; a caminhada pela estrada de tijolos amarelos, na tentativa de voltar para casa; os encontros com o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão covarde; a chegada à Cidade Esmeralda; a audiência com o Mágico de Oz; o rapto de Dorothy...

Além de frases que ecoam até hoje: “Totó, acho que não estamos mais no Kansas”; “Estou derretendo!”; “Não há lugar como a nossa casa” . E não há outro filme como O Mágico de Oz.

O Mágico de Oz. The Wizard of Oz. Estados Unidos, 1939.  *****  Direção: Victor Fleming. Elenco: Judy Garland, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley, Frank Morgan, Margaret Hamilton, Billie Burke.

*Publicado sábado, no Jornal da Paraíba

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