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Podem passar, que já tem post novo lá.

NOTAS SOBRE O OSCAR


Cathy Schulman e Paul Haggis, produtores (ele também diretor) de Crash - No Limite

- Numa votação pode acontecer de tudo, mas juro que quando Jack Nicholson abriu o envelope e leu Crash, por um segundo pensei que fosse uma piada do imprevisível ator. Lógico que não era, mas deveria ter sido. O filme de Paul Higgis é muito bom, de verdade, mas está longe de ser o melhor entre os cinco indicados. Na ordem, Boa Noite e Boa Sorte, Munique e o próprio O Segredo de Brokeback Mountain são superiores. E, entre os que não foram indicados a melhor filme, King Kong, O Jardineiro FielGuerra dos Mundos, também são melhores, para ficar só nos que me lembro agora. Ninguém até agora entende porque o filme chegou lá - a não ser aqueles que estavam torcendo pelo filme, que justificam dizendo apenas que ele era mesmo o melhor e pronto.

- Entre as justificativas surgidas, uma parece fazer sentido: a de que os votantes que ficaram incomodados com Brokeback Mountain, mas não quiseram se achar conservadores demais foram buscar abrigo num outro filme claramente liberal - e o acharam no conto anti-racista de Crash. Bom, parece meio rocambolesco, mas depois que Crash venceu, eu não duvido de mais nada.

- Em todo caso, é bastante significativo o fato de que Crash é o "menor" vencedor do Oscar em 29 anos. O último que foi eleito melhor filme levando só três estatuetas foi Rocky, um Lutador, na premiação de 1977. Talvez não por acaso, outra injustiça histórica. Em tempo: empataram com Crash: Brokeback Mountain, Memórias de uma Gueixa e King Kong.

- Não via uma injustiça tão grande na categoria melhor filme desde Gladiador, em 2000. E não via uma surpresa tão desconcertante desde que Roberto Benigni ganhou como melhor ator em 1999, por A Vida É Bela.

- Outra curiosidade: no ano em que aconteceu a raridade de os cinco indicados a melhor direção terem seus trabalhos indicados a melhor filme (quase sempre, há uma ou duas discrepâncias entre as listas). No caso, Crash levou o de melhor filme, e Ang Lee o de melhor direção (por O Segredo de Brokeback Mountain).

- Tirando melhor filme, o resto do Oscar foi basicamente o esperado. Philip Seymour Hoffman (ator, por Capote) e Reese Witherspoon (atriz, por Johnny & June), eram bolas cantadas desde o final do ano. George Clooney ganhou como ator coadjuvante por Syriana e isso foi legal porque ele parece ser gente boa, mas o bom mesmo é que Boa Noite e Boa Sorte tivesse levado alguma coisa (aliás, o ótimo Munique também saiu de mãos abanando). E a "nossa" Rachel Weisz também ganhou o dela, que bom.

- Ponto fraquíssimo. A Globo só começou a transmitir a cerimônia quando ela já estava avançadíssima - uma sete ou oito categorias já haviam sido entregues. Com isso, quem não viu pela TNT (eu, inclusive) perdeu algumas das melhores piadas: a procura do Oscar por um mestre de cerimônias e o clipe com as cenas "gays" dos faroestes. Eu odeio o Big Brother Brasil.

- A loucura não estava à solta no Oscar só na categoria melhor filme, não. Não esqueçamos que a vencedora como melhor canção foi o rap "It's hard out here for the pimp", de Ritmo de um Sonho. É um rap, precisa dizer mais? E pensar que essa categoria já premiou "Moon river"...

- E amanhã tem matéria no Jornal da Paraíba. Dêem uma olhada na banca, que a página de novo ficou bonita. Viu, Renatinha?

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